(Foto: Arquivo pessoal/Fernanda Neves)

A Justiça concedeu liberdade provisória ao motorista suspeito de atropelar um policial militar em São José do Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, na quinta-feira (6). Imagens de câmera de segurança registraram o militar sendo atingido pelo carro quando estava na calçada.

Na decisão, publicada na sexta-feira (7), a juíza Carolina Maia Almeida afirma que como o caso se trata de um crime culposo, o motorista de 66 anos foi preso por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, não se pode decretar a prisão preventiva.

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A magistrada ainda explicou que a decisão foi tomada porque o condutor é réu primário, o caso não se trata de delito cometido no âmbito familiar , não há dúvidas quanto a identificação civil do autuado e, conforme comprovação de laudo médico, o idoso realiza um tratamento contra um câncer.

Na análise do caso, o Ministério Público também se manifestou a favor da liberdade provisória.

Mesmo em liberdade, o homem deverá cumprir medidas cautelares impostas. Não poderá deixar a comarca sem autorização, teve a carteira de habilitação suspensa, devendo entregar o documento à justiça. Em caso de descumprimento de alguma das medidas impostas, conforme a determinação, poderá ser determinada a prisão preventiva.

Entenda o caso
O policial Luiz Cesar Rodrigues Kaseker, de 39 anos, estava parado em uma calçada quando foi atingido pelo carro.

Segundo a Polícia Militar, o condutor do veículo estava bêbado. Ele fez o teste do bafômetro, que apontou 0,99 miligramas de álcool por litro de ar expelido, o que configura crime de trânsito.

O local onde ocorreu o acidente fica em frente a uma farmácia, em um ponto da rua logo após uma curva onde, segundo moradores da região, muitos motoristas perdem o controle da direção dos veículos.

A vítima teve fraturas expostas nas duas pernas e foi levada ao Hospital Cajuru, em Curitiba. Ele passou por cirurgia e teve parte das duas pernas amputadas. Neste sábado (8), ele está internado na UTI do hospital.

Já o motorista do carro também ficou ferido com a batida e foi levado ao hospital, onde estava internado com escolta policial.

O que diz a defesa da vítima
Os advogados do soldado Kaseker, Cláudio Dalledone Jr e Jeffrey Chiquini, disseram, por meio de nota, que vão buscar a responsabilização do autor do acidente por considerarem que o caso deve ser tratado como tentativa de homicídio e não lesão corporal culposa.

Para a defesa do policial militar, os elementos iniciais que constam no processo mostram que o motorista assumiu o risco de cometer um acidente e foi indiferente quanto ao resultado produzido por ‘ter colocado outras pessoas em perigo’.

Portal Guaíra com informações do G1