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Os depoimentos dos acusados de matarem o jogador Daniel Corrêa recomeçam na quarta-feira, 4, no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Além de Edison e Cristiana Brittes, outros cinco réus devem ser ouvidos no caso, além de Allana, filha do casal, que deixou a prisão no último mês após pedido de habeas corpus.

O amigo de Edison, o comerciante Denis Araújo, que estavam com o casal no momento da prisão, realizada no dia 31 de outubro, em um posto de gasolina no bairro Bom Retiro, declarou à Folha de São Paulo que Edison fugiu do cerco da Polícia Militar.

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De acordo com o relato dele, os Brittes pediram para que ele os levasse até o advogado da família. Quando já estariam próximo do escritório de Cláudio Dalledone, Cristiana pediu para que Edison comprasse uma água para ela. Neste momento, os policiais cercaram o carro em que estavam e prenderam os dois. Edison teria saído do posto e seguido à pé para o escritório de Dalledone. Ele se entregou no dia seguinte.

Segundo a reportagem, Araújo apontado como sócio de Edison Brittes, teria se desfeito dos negócios em função do impacto do caso.

Os depoimentos que serão retomados nesta quarta são para que a justiça defina se os réus, que respondem por crimes como homicídio, coação e fraude processual, irão ou não para júri popular. Dos sete que respondem a ação penal, apenas Allana Brittes, filha de Edison Brittes e Evellyn Brisola Perusso respondem o processo em liberdade.

O jogador Daniel foi encontrado morto, em 27 de outrubro do ano passado, na área rural de São José dos Pinhais, com sinais de tortura. O crime aconteceu depois da festa de 18 anos de Allana Brittes em uma casa noturna de Curitiba. Outras cinco pessoas, incluindo o pai e a mãe dela, Cristiana Brittes, permanecem presas. Em depoimento à polícia, Edison Brittes afirmou que matou Daniel porque o jogador tentou estuprar Cristiana.

Segundo a investigação, Daniel tirou fotos ao lado da esposa do empresário, no quarto do casal, antes do crime. Tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público do Paraná afirmam que não houve tentativa de estupro. A acusação afirma que não encontrou elementos que sustentem a versão de que Cristiana tenha sido atacada pelo jogador.

Portal Guaíra com informações do Bem Paraná