Idosa foi morta dentro de uma casa em Londrian — Foto: Patrícia Piveta/RPC

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O idoso de 84 anos suspeito de matar a mulher, que tinha 79 anos, em Londrina, no norte do Paraná, foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio e por posse ilegal de arma de fogo. Essa é conclusão das investigações feita pelo delegado Mozart Gonçalves, divulgada na quarta-feira (25).

Luiz Pinto da Silva está preso preventivamente desde o dia 16 de setembro. Para a polícia, o crime foi cometido por ciúmes. O idoso nega que tenha matado a esposa, Eunides Dantas da Silva. A vítima foi encontrada morta com vários tiros no corpo dentro de casa.

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Roupas, tênis e um pano de chão foram encontrados com vestígios de sangue. Esses materiais foram encaminhados para exames em Curitiba. A Polícia Civil quer saber se o sangue encontrado é da mulher morta.

“Ainda resta o resultado desse exame, de tipagem sanguínea, mas já temos provas que indicam que o investigado foi o autor do crime. Familiares disseram que ele era muito possessivo e tinha ciúmes da mulher. Esse exame só vai se somar aos indícios já coletados”, explicou o delegado.

A criminalística ainda concluiu que os ferimentos de arma de fogo encontrados no corpo de Eunides da Silva são compatíveis com a munição da arma apreendida no quarto do investigado.

Mozart Gonçalves acrescentou que, caso o investigado seja condenado, a pena pode ser maior.

“O crime tem o agravante de ser cometido por motivo fútil, foi por ciúmes, e porque a vítima não teve possibilidade de defesa, foi utilizada uma arma de fogo. Também será considerado que a vítima tinha mais de 60 anos, o que aumenta um terço da pena”, detalhou.

Pedido de prisão domiciliar
A defesa de Luiz Pinto da Silva entrou com um pedido na Justiça de conversão da prisão preventiva para domiciliar. Os advogados afirmam o crime não foi premeditado, que ocorreu após uma discussão de casal e que o relacionamento estava desgastado.

No pedido, a defesa ainda afirma que Silva tem problemas de saúde.

A solicitação ainda não foi apreciada pela Justiça.

Portal Guaíra com informações do G1