Servidores em greve: FES deve ter nova reunião com governo na tarde de hoje (Foto: Franklin Freitas)

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O governo do Estado apresentou ontem uma nova proposta de reajuste salarial aos servidores públicos estaduais. Em reunião com representantes do Fórum das Entidades Sindicais (FES/PR), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o Executivo acenou com a possibilidade de pagamento de reposição de 2% em janeiro de 2020 e o restante parcelado até 2022 de acordo com o cronograma original. O FES manteve a posição de defender o reajuste imediato de 4,94%, referente à inflação de abril de 2018 a maio de 2019, mas sinalizou que pode aceitar o parcelamento, desde que os 2% sejam pagos ainda este ano, em outubro.

Na semana passada, o governador Ratinho Júnior (PSD) apresentou proposta de reajuste de 5,09% parcelado até 2022, com pagamento de 0,5% a partir de outubro deste ano; 1,5% a partir de março de 2020; 1,5% a partir de janeiro de 2021 e 1,5% a partir de janeiro de 2022. As duas últimas parcelas, porém, ficariam condicionadas ao crescimento da receita do Estado em relação ao ano anterior em 6,5% e 7%, respectivamente.

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Depois que os servidores rejeitaram a proposta inicial e decidiram manter a greve, o governador afirmou que ela seria “final” e que não haveria reabertura de negociações com os grevistas. A repercussão negativa dessa proposta na Assembleia Legislativa, incluindo na base do próprio governo e parlamentares da chamada “bancada da bala”, que representam policiais civis e militares, levou o Executivo a retomar as conversas.

“Surgiu na quinta-feira (04), foi colocado uma contraproposta do FES, para que o governo colocasse esse ano ainda 2% e o restante como está no projeto”, confirmou o líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD). “O governo coloca que não tem condições de pagar os 2% esse ano. Teria um impacto de quase R$ 500 milhões. O governo está fazendo uma proposta de colocar esses 2% em janeiro e o restante como está previsto no projeto”, explicou ele, informando que o governo está entrando com o pedido de retirada do regime de urgência. “Como a implicação do projeto só vai se dar ou em outubro ou em janeiro, não há necessidade de se discutir com regime de urgência”, avaliou Bakri.

Recesso – Diante da nova negociação, o governo pediu a retirada do regime de urgência do projeto encaminhado à Assembleia Legislativa na semana passada. Com isso, o presidente da Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB), afirmou que a votação da proposta deve ficar para agosto, depois do recesso parlamentar de julho. Segundo Traiano, os deputados vão encerrar as votações nesta semana.

“A ideia era pautarmos esse projeto ainda no dia de hoje, mas parece que há um processo de negociação com o Governo e a liderança do Governo me pediu para que a gente não colocasse na pauta”, disse Traiano. “Imagino que vamos tratar deste assunto só no mês de agosto. Os entendimentos estão ainda em fase de construção e eu não colocarei em pauta esta matéria neste período”, afirmou o tucano. “Vou zerar o período legislativo nessa semana. O único projeto do Governo ainda pendente é a convalidação dos benefícios fiscais que pretendo aprovar até quarta-feira. Fora isso não tem nenhum tema mais que comprometa a continuidade desse período”, alegou o presidente da Assembleia.

Portal Guaíra com informações do Bem Paraná