200 pessoas continuam acampadas neste sábado (14) no Centro Cívico, em Curitiba (Foto: Divulgação/APP-Sindicato)
200 pessoas continuam acampadas neste sábado (14) no Centro Cívico, em Curitiba (Foto: Divulgação/APP-Sindicato)
200 pessoas continuam acampadas neste sábado (14) no Centro Cívico, em Curitiba (Foto: Divulgação/APP-Sindicato)

O Governo do Paraná agendou uma reunião com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) na tentativa de negociar sobre o fim da greve da categoria na quinta-feira (19), em Curitiba. Os funcionários e professores da rede estadual estão em greve desde segunda-feira (9) e mais de 950 mil estudantes não puderam iniciar o ano letivo. Depois de uma semana de vários protestos em frente à Assembleia Legislativa, cerca de 200 manifestantes ainda permaneciam acampados em frente à sede na manhã de sábado (14).

Os servidores são contra o pacote de medidas – “pacotaço” – do governo estadual que, entre outros itens, afeta a carreira dos educadores. Na quinta (12), por causa das manifestações, o projeto foi retirado da pauta de votações.

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“Vamos ouvir o que o governo tem a dizer sobre nossa pauta de reivindicações. O problema é que o governo diz que vai por fim na greve, mas queremos lembrar que isso é apenas uma negociação. A greve continua”, disse Marlei Fernandes, uma das representantes do sindicato.

Segundo Marlei, entre os assuntos que serão discutidos na reunião estão a retirada definitiva do “pacotaço”, o pagamento dos benefícios atrasados e os salários dos funcionários contratados via Processo Seletivo Simplificado (PSS), a contratação de 10 mil funcionários que foram demitidos, a volta dos projetos educacionais e dos diretores e vice-diretores, além da nomeação de concursados e abertura de novas turmas.

O “pacotaço” foi apresentado aos deputados estaduais em regime de urgência no dia 4 de fevereiro e visava, de acordo com o Executivo, equilibrar as finanças do estado. A medida também fazia parte da segunda etapa de um ajuste fiscal que começou em 2014, com o aumento da alíquota de impostos.

Assembleia fechada

Na sexta-feira (13), a Alep informou que ficará fechada até quarta (19) para “levantar os prejuízos e reparar os danos da invasão” de manifestantes, que ocuparam o prédio por três dias. As votações no Plenário serão retomadas apenas na segunda-feira (23).

Ocupação

O Plenário foi ocupado, na terça-feira, logo depois de os deputados aprovarem – com 34 votos favoráveis e 19 contrários – o requerimento que instituiu Comissão Geral para a apreciação do pacote de medidas.

Comissão Geral é um mecanismo previsto no regimento interno da Casa que permite os deputados votarem em um projeto de lei, em um único dia, sem que a proposta passe por comissões específicas.

Série de greves

Durante a semana, várias categorias se juntaram aos protestos, como o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sindsaúde) e o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen).

Os trabalhadores da saúde chegaram a deflagrar greve na quinta-feira, porém a paralisação foi suspensa na sexta. A decisão foi tomada após o pacote de medidas do governo estadual ser retirado da pauta de votações.

Pátio da Alep ficou lotado após invasão (Foto: Sabrina Coelho/G1)
Pátio da Alep ficou lotado após invasão (Foto: Sabrina Coelho/G1)

Portal Guaíra com informações do G1