O deputado Elio Rusch, que tem como premissas orientadoras de sua atuação parlamentar a defesa da propriedade privada e o combate dos desmandos praticados por alguns integrantes do MST, condenou ontem a emboscada feita por cerca de 20 integrantes do MST contra as equipes da Polícia Militar e da ROTAM (Rotas Ostensivas Tático Móvel), no município de Quedas do Iguaçu.

Os policiais sofreram a emboscada quando acompanhavam funcionários da Brigada de Incêndio da Araupel em uma área da empresa invadida por manifestantes onde, segundo a empresa, havia um incêndio. Os policiais teriam sido recebidos à bala e revidaram. Na troca de tiros dois integrantes do MST foram mortos e alguns ficaram feridos. Armas brancas e de fogo foram encontradas com os integrantes, sendo uma pistola 9 mm e uma espingarda calibre 12.

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Para o parlamentar, que há muito condena a forma como o INCRA e o MST estão conduzindo a reforma agrária no país, o incidente de ontem (6/04) infelizmente não é uma surpresa. “Quando presidi a CPI da reforma Agrária na Assembleia, em 2004, visitei inúmeras ocupações, assentamentos e acampamentos de sem-terra no Paraná. Naquela época a situação campesina já era preocupante no estado”, afirma.

Para o deputado, é inadmissível que tenham sido encontradas armas de fogo em posse dos integrantes do MST. “Os integrantes do MST alegam que foi a polícia que fez a emboscada. Mas o que estavam fazendo armados e trocando tiros com os policiais? E o testemunho dos funcionários da brigada de incêndio da Araupel, que estavam junto com os policiais, não conta?”, questiona Rusch, que espera uma solução pacífica para o conflito.

O relatório da CPI da Reforma Agrária de 2004/2005, presidida por Rusch, apresentou uma série de recomendações aos órgãos e poderes envolvidos na reforma agrária, a fim de dar segurança e tranquilidade aos proprietários rurais, de prosseguirem cultivando a terra, gerando renda e buscando a integração ao agronegócio.

Segundo o parlamentar, “é preciso colocar isso em prática o quanto antes, pois já vimos que o TCU paralisou a reforma agrária após terem descoberto mais de 578 mil irregularidades na concessão de títulos de propriedade rural a pessoas que não deveriam receber tal benefício, tais como políticos, funcionários públicos, crianças, estrangeiros e gente que já morreu”.

Para Rusch, a Polícia Militar merece todo o apoio e a confiança da população, pois todos sabem que “carteirinha de sem terra não é sinônimo de ser inimputável nem é salvo conduto para a impunidade”. O deputado Rusch declarou-se plenamente confiante no trabalho do tenente-coronel Washington Lee Abe, comandante do 5º. Comando Regional Militar, que já deixou claro que “a Polícia Militar não vai tolerar represálias e nenhum tipo de infração às leis, e está preparada para agir, caso necessário”.

Portal Guaíra via Assessoria