[dropcap color=”#81d742″]O[/dropcap] som imponente da sirene, o vermelho chamativo do caminhão e o deslocamento rápido da âmbulância fazem parte do cotidiano (e do imaginário) paranaense. Na infância, quem nunca sonhou em um dia descer um poste de bombeiro, subir no caminhão e sair por aí para combater incêndios e salvar vidas? Na vida real, contudo, o romantismo fica de lado para dar espaço ao esforço, ao suor dos bombeiros. Não à toa, o lema da instituição é “por uma vida, todo sacrifício é dever.”

No Paraná, a cada quatro minutos o Corpo de Bombeiros recebe uma chamada. Em 2016 foram 122.989 ocorrências, uma média de 336 por dia ou ainda 14 por hora. As ocorrências mais comuns são os acidentes de transporte, destacadamente as colisões envolvendo automóveis ou automóvel e moto, quedas de pessoa de mesmo nível (tropeções e escorregadelas, por exemplo) e incêndio ambiental.

-------------- Notícia continua após a publicidade -------------

Para dar conta da demanda, a corporação conta com um efetivo de 3.126 bombeiros (os dados são do final de 2015, espalhados entre nove Grupamentos de Bombeiros (GBs) e seis Subgrupamentos de Bombeiros Independentes (SGBIs), que são Organizações de Bombeiro Militar (OBMs) que realizam as atividades-fim da instituição, subordinadas ao Comando do Corpo de Bombeiros (CCB), responsável pelo cumprimento das atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndios, buscas, salvamentos e socorros públicos.
Para toda a estrutura funcionar, contudo, é preciso também agilidade. As ocorrências chegam à corporação através do telefone de emergência 193. Todas as solicitações da comunidade no que tange ao trabalho de Bombeiros, (incêndios, salvamentos, proteção ao exposto e outros), bem como atendimento pré hospitalar, centralizam-se na Central de Operações (Cobom), onde é triada.

Se o caso for de atendimento pré-hospitalar, o telefonista irá repassar a chamada ao médico coordenador do Siate, que é o responsável pela triagem médica do caso e quem decidirá se a ambulância irá se deslocar até o local, tendo em vista a gravidade e o número de vítimas da ocorrência. Já se for um incêndio, por exemplo, a chamada é repassada ao rádio-operador da região, que é quem aciona o quartel ou o caminhão mais próximo.

No Paraná, os dois grupamentos mais demandados ficam no norte do estado: são os de Maringá (5º GB, com 18.763 atendimentos no ano passado) e o de Londrina (3º GB, com 16.111 ocorrências). Na terceira posição fica o 2º GB, de Ponta Grossa (15.739), enquanto Curitiba aparece na quarta colocação (11.400 atendimentos realizados pelo 1º GB). O fato de a Capital não liderar o ranking se explica pelo fato de que a cidade conta com dois batalhões (o outro é o 7º GB), além de São José dos Pinhais, na RMC, também abrigar o 6º GB.

Ocorrências atendidas
TOTAL: 122.989
1º GB (Curitiba): 11.400
2º GB (Ponta Grossa): 15.739
3º GB (Londrina): 16.111
4º GB (Cascavel): 11.267
5º GB (Maringá): 18.763
6º GB (S. J. dos Pinhais): 8.441
9º GB (Foz do Iguaçu): 7.878
8º GB (Paranaguá): 3.829
7º GB (Curitiba): 9.706
GOST (Curitiba): 147
1º SGBI (Ivaiporã): 1.280
2º SGBI (Pato Branco): 3.487
3º SGBI (Francisco Beltrão): 3.805
4º SGBI (Apucarana): 3.866
5º SGBI (Guarapuava): 4.351
6º SGBI (Umuarama): 2.919

Ocorrências mais comuns
(grande grupo)
Acidente em meio de transporte: 46.290
Atendimento pré-hospitalar: 41.383
Combate a incêndio: 17.437
Prevenção e auxílio: 12.450
Salvamento: 5.429

Ocorrências mais comuns
(ocorrências detalhadas)

Colisão Auto x Moto: 15.161
Queda de pessoa de mesmo nível: 13.107
Incêndio ambiental: 10.706
Problema clínico: 8.950
Queda de moto: 6.721
Colisão Auto x Auto: 5.194
Queda de pessoa de plano elevado: 4.841
Agressão: 4.731
Incêndio em edificação: 4.507
Captura e/ou remoção de animal: 4.389
Atropelamento: 4.202

Portal Guaíra com informações do Bem Paraná