(Foto: Ricardo Almeida/ANPr)

[dropcap color=”#81d742″]A[/dropcap] governadora e pré-candidata à reeleição, Cida Borghetti (PP), desconversou ontem ao ser questionada sobre a possibilidade de uma aliança com o senador Roberto Requião (MDB) para as eleições de outubro. Já o ex-senador e pré-candidato de oposição ao governo, Osmar Dias (PDT) cobrou coerência do MDB, lembrando que o partido sempre teve um discurso oposicionista em relação ao grupo que comanda atualmente o Estado. As declarações foram dadas durante sabatina promovida pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP), em Curitiba.

No último final de semana, Requião participou de evento no interior do Estado ao lado de Cida, o que fez surgir as especulações de que eles poderiam formar uma chapa para a disputa, com a governadora concorrendo a um novo mandato, e o emedebista buscando a reeleição para o Senado. A imagem chegou a ser divulgada pela Agência Estadual de Notícias do governo. O encontro ocorreu poucos dias depois da direção estadual do MDB anunciar que iniciaria negociações com outros pré-candidatos e partidos – o que incluiria, além de Cida Borghetti, o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) – diante da indefinição de Osmar Dias sobre as propostas de aliança com a legenda.

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“O senador Requião é um grande, foi governador do Paraná, foi prefeito. Eu deputada estadual quando ele estava governador, existe um respeito mútuo dos dois lados”, afirmou hoje a governadora, ao ser questionada sobre a possibilidade de aproximação com o líder emedebista. “As negociações para ampliar coligações, alianças vão se estender ao longo desse mês de julho até o início do mês de agosto. Temos uma amizade e eu respeito a amizade. Temos ideologias diferentes que também respeitamos”, afirmou ela.

Cida Borghetti assumiu o governo em abril, após a renúncia do governador Beto Richa (PSDB) para disputar uma vaga no Senado. Desde o início, ela definiu sua administração como um governo de “continuidade”. Além disso, Richa tem percorrido o Estado ao lado da sucessora, e afirmado que sua tendência é concorrer ao Senado em uma chapa encabeçada pela governadora. Já Ratinho Jr foi secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano do governo Beto Richa entre 2014 e 2017, deixando o cargo para se dedicar à sua pré-candidatura a governador. Até pouco tempo, ambos eram classificados pelo grupo de Requião como uma continuidade da gestão Richa.

Osmar Dias, por sua vez, afirmou ter tomado conhecimento pela imprensa da suposta aproximação de Requião com a atual governadora. “Estou tocando a minha vida, o nosso projeto com o PDT e com os partidos que queiram aliança com o nosso projeto. Nós não queremos uma aliança ocasional, só para disputar as eleições. Nós queremos uma aliança em torno de um projeto de Estado que possa ser apoiado não só por partidos, mas por pessoas que queiram uma ruptura com o atual modelo de governar o Paraná”, disse. “Se não é possível fazer uma aliança com partidos da oposição, então eu não sei como será possível. O que eu vi foi o PMDB criticar o atual modelo de gestão, até com críticas muito pesadas, denúncias de corrupção, escândalos que ocorreram na gestão atual. Se o MDB mudou o que pensa a respeito desse modelo de gestão, paciência, eu respeito. Eu não mudei. Por isso eu continuo fazendo uma campanha com um projeto de oposição”, afirmou o pedetista.

O ex-senador ironizou ainda a decisão do MDB de Requião de criar uma comissão para conversar com outros partidos. “Até me surpreendi com o novo posicionamento. Como o MDB criou uma comissão para discutir alianças, eu vou criar uma hoje também que vai passar a discutir alianças com os outros partidos, e eu vou exercer a minha função primordial que é levar a minha candidatura adiante”, comentou.

Osmar voltou a argumentar ainda que as alianças só serão definidas no período das convenções, entre 15 de julho e 15 de agosto. “Até lá tem muito tempo para conversar não só com o MDB, mas também com outros partidos”, disse.

Portal Guaíra com informações do Bem Paraná