(Foto: William Bittar)

[dropcap color=”#1e73be”]A[/dropcap] madrugada de 7 de maio de 2009 marcaria um dos casos mais emblemáticos do país ao relacionar, bebida, direção e mortes no trânsito, ainda mais por se tratar de uma figura pública. Luiz Fernando Ribas Carli Filho, ex-deputado estadual, ingeriu bebida alcoólica, entrou no veículo e, segundo a perícia do Instituto de Criminalística, ‘decolou’ o carro sobre um outro onde estavam Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida.

Em fevereiro deste ano, Carli Filho foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado por duplo homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

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Agora, quase três meses após o julgamento, o caso segue sem um desfecho e o ex-deputado aguarda o resultado dos recursos, em liberdade.

No dia 5 de março, o Ministério Público do Paraná (MPPR), protocolou o recurso de apelação para aumentar a pena aplicada a Carli Filho. O MPPR entende que, embora a sentença tenha sido bem fundamentada, desconsiderou graves circunstâncias que se prestariam ao aumento da condenação, entre outras questões.

Por outro lado, a defesa do ex-deputado criticou a pena aplicada pelo juiz Daniel Ribeiro Surdi Avelar, da 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba, e apresentou a intenção de recorrer da sentença, mas o recurso não foi entregue. O motivo seria de que ele seria encaminhado direto para uma instância superior.

O advogado que representa a família de Gilmar Rafael Yared, Elias Mattar Assad, concorda que houve uma demora, mas que isso foi necessário para que o processo tivesse todos os trâmites legais previstos. “Foi dada a oportunidade de apresentação de todos os recursos, mas o que importa não é o tempo, mas que sejam respeitados todos os trâmites que a lei permite. Eu acredito que ainda esse ano, na justiça paranaense, esse processo tenha todos os recursos julgados”, declarou o advogado.

Mesmo condenado a nove anos e quatro meses de prisão, Carli Filho não deve ficar todo esse tempo no regime fechado. Caso a pena seja mantida, o ex-deputado deve cumprir cerca de 1/6 desse período, ou seja, deixaria o regime fechado em no máximo, um ano e meio.

Portal Guaíra com informações do Massa News