Após colocar tornozeleira, Carli Filho deixou a prisão para cumprir pena em casa, em Guarapuava — Foto: Eduardo Andrade/RPC
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O ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, que foi condenado a sete anos de prisão pelas mortes de Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida, deixou a prisão para cumprir pena em casa com o uso de tornozeleira eletrônica.

Ele deixou a Penitenciária Estadual de Guarapuava (PEG) por volta das 16h30 desta sexta-feira (31), em Guarapuava, na região central do Paraná. Carli estava detido em uma sala especial desde terça-feira (28), quando se entregou na vara de execuções penais da cidade.

O ex-deputado foi condenado por duplo homicídio com dolo eventual pelas duas mortes. Os dois morreram em um acidente de trânsito em 2009, em Curitiba. A pena imposta a Carli é de 7 anos e 4 meses em regime semiaberto.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) deu parecer favorável para o uso da tornozeleira e justificou a decisão alertando sobre a falta de vagas no sistema penitenciário de Guarapuava para o cumprimento da pena em regime semiaberto.

A juíza Liliane Graciele Breitwisser, que autorizou o cumprimento da pena com o equipamento eletrônico determinou várias condições, entre elas: não queimar, quebrar, forçar ou danificar a tornozeleira, não sair do perímetro delimitado pela Justiça, recolher-se dentro de casa entre 21h e 6h do dia seguinte e manter distância de no mínimo 100 metros das unidades prisionais da cidade.

O monitoramento com a tornozeleira eletrônica será feito, ainda conforme a decisão da juíza Graciele Breitwisser, “até a data prevista para a progressão de regime/livramento condicional”.

Segundo o advogado Roberto Brzezinski, Carli Filho “deverá continuar trabalhando, como sempre fez, e obedecendo ao determinado na sentença judicial”.

Entenda o crime
Em fevereiro de 2018, Luiz Fernando Ribas Carli Filho foi condenado por júri popular. A sentença estabeleceu pena de nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado.

O então parlamentar dirigia em velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, conforme apontaram laudos periciais feitos posteriormente, com a carteira de habilitação cassada — 130 pontos e 30 multas, sendo 23 por excesso de velocidade —, e alcoolizado (ele próprio confessou ter bebido e dirigido). Ele teve ferimentos graves na cabeça e ficou internado por quase um mês.

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) começou a avaliar em dezembro de 2018 se o julgamento seguiu o rito legal, além do tempo da pena fixada.

O julgamento foi interrompido e retomado em fevereiro deste ano. Na decisão, o TJ-PR determinou a redução de pena do ex-deputado.

Portal Guaíra com informações do G1 PR