(Foto: Plantão Maringá)

O pai de uma adolescente que foi morta por uma bala perdida, quando fazia caminhada com o irmão e os primos, numa rua onde ocorria uma festa clandestina conhecida como (FIM DO MUNDO), disse em entrevista que já havia denunciado a festa diversas vezes e ninguém fez nada.

A adolescente, de 15 anos, foi morta na madrugada do último domingo (08), em uma área industrial, situado em frente ao aeroporto de Maringá. O local é conhecido por conta das festas clandestinas que ocorrem neste endereço, principalmente aos finais de semana.

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De acordo com a família, a área onde ela estava fica próxima ao sítio do avô, onde a família passava o final de semana. O pai Antônio Roberto Regina afirmou em entrevista, que todo final de semana eles estão no sítio. “Todo final de semana nós vamos para o sítio que é um lugar tranquilo, olha aí o lugar tranquilo que se tornou”, afirmou o pai apontando para o corpo da filha.

Investigação
Investigadores da (DHPP) Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, de Maringá, iniciou às investigações logo após o crime. Um suspeito do crime já foi identificado, porém, não foi encontrado. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito atirou em outro rapaz, porém atingiu a adolescente que não tinha nada haver com a situação.

O crime
No início da madrugada, na companhia do irmão e de outros familiares, a menina foi até a área industrial fazer caminhada. Testemunhas relataram que um indivíduo, a princípio ocupando um veículo Golf, teria efetuado diversos disparos a esmo. Um desses tiros acertou a adolescente. Diante desta situação, os pais da moça que estavam na propriedade rural foram comunicados do ocorrido. Ao chegar no local, vendo a filha ferida, o pai colocou a adolescente no carro e saiu em direção há uma Unidade Hospitalar. No trajeto, próximo ao Contorno Sul, eles foram interceptados por uma equipe médica e socorristas do Samu. Por aproximadamente 45 minutos, eles tentaram salvar a menina, realizando massagem de reanimação e outros procedimentos, mas infelizmente o quadro clínico da vítima evoluiu para o óbito.

Compareceram no local, Policiais Militares e um agente da Divisão de Homicídios. Na sequência uma perita da Polícia Científica realizou todos os levantamentos possíveis e depois liberou o corpo para o IML. Moradores da região relataram que centenas de jovens vão até o local para consumirem bebidas alcoólicas e entorpecentes, realizam rachas de carro e moto além do som alto. A família da adolescente covardemente assassinada, clama por justiça e aguarda uma resposta por parte da polícia..

Portal Guaíra com informações do Plantão Maringá