PF (1)A partir desta segunda-feira (26), os policiais federais que atuam no estado do Paraná, incluindo todas as delegacias da capital e do interior, irão cruzar os braços por 48 horas.

Com a paralisação a categoria quer cobrar a reestruturação da carreira com regras e atribuições claras, eficientes e que privilegiem o mérito dentro do órgão, além do fim do assédio moral e uma gestão democrática e profissional da instituição.

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A concentração se dará na Superintendência da Polícia Federal a partir da 9h desta segunda-feira e uma manifestação pública será levada a efeito na terça-feira, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná. Por orientação da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), novas paralisações, atos e protestos devem ocorrer nos próximos dias, tanto no Paraná quanto em outros estados, para que a sociedade e o governo sensibilizem-se com a situação dos policiais federais e com suas reivindicações.

AÇÕES

A paralisação no Paraná acompanha a ação nacional que começou na semana passada, coordenada pela Fenapef, em busca da reestruturação da carreira policial federal. Entre outras reivindicações, estão o reconhecimento das atribuições de nível superior, fim do assédio moral, igualdade de oportunidades dentro do órgão, leis que garantam a gestão meritocrática na PF, soluções que resolvam a degradação da instituição e que evitem o êxodo de policiais para outras carreiras que apresentam melhores condições de trabalho e possibilidade de futuro profissional mais promissor.

ADICIONAL DE FRONTEIRA

A paralisação dos policiais rodoviários federais do Paraná ocorre menos de três semanas depois que o Congresso Nacional concluiu a aprovação de projeto de lei da Presidência da República estabelecendo mecanismo de compensação pecuniária de caráter indenizatório para servidores federais que atuam nas regiões de fronteira.

Pelo projeto, já encaminhado para a sanção da presidente Dilma Rousseff, policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes da Receita Federal passarão a receber o chamado “adicional de fronteira”, no valor de R$ 91,00 por dia de trabalho.

A expectativa é de que o adicional não só restituirá gastos e custos aos servidores que trabalham nestas regiões, como também amenizará as dificuldades de fixação e de ampliação de efetivo. Atualmente, ao serem lotados em locais inóspitos e isolados, os servidores acabam se movimentando, por via judicial ou administrativa, para outras regiões do País.

Fonte: O Paraná