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Uma operação coordenada pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai destruiu 2,95 mil toneladas de maconha no país. Em 12 dias, os agentes identificaram e destruíram 975 hectares de plantações da droga, a maioria na região de Capitán Bado, a cerca de 550 km da fronteira com Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, uma das principais portas de entrada de entorpecentes no Brasil. Se chegasse a ser vendida, a droga poderia render mais de US$ 100 milhões aos traficantes, de acordo com a Senad.

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Deflagrada no dia 27 de fevereiro, a Operação Nova Aliança 3 durou 12 dias e será encerrada oficialmente nesta segunda-feira (11), na capital Assunção. Além dos agentes da Senad, a ação de combate contou com a participação da Unidade de Operações Militares do Exército, da Força Aérea – que cedeu os helicópteros usados para que as equipes chegassem até as plantações – e da Armada Nacional e com o a apoio da Polícia Federal brasileira.

Apesar de a operação ter sido comandada do Nordeste do país, equipes de Ciudad del Este, Pedro Juan Caballero, Encarnación, Salto del Guairá e Concepción também realizaram incursões nas regiões utilizadas pelas quadrilhas para cultivar grandes áreas. No total, foram destruídas 337 plantações, 139 acampamentos e 17 máquinas de prensar. Foram incineradas ainda 13,8 toneladas de maconha picada, 42,5 kg da droga prensada e uma tonelada de sementes prontas para serem plantadas.

As ações se concentraram nos Estados de Amambay, Concepción, Canindeyú e Alto Paraná, todos na fronteira com o Brasil. Algumas das plantações foram localizadas nas regiões de Naranjito, Itakyry e da reserva florestal de Mbaracayu, áreas de constantes disputas entre agricultores brasileiros e sem terras paraguaios. A maior delas, que resultou na morte de 17 pessoas entre campesinos e policiais, serviu de estopim para o impeachment do ex-presidente Fernando Lugo, em junho de 2012.

Fonte: G1
Fotos: Senad