A morte de Lucas Morini, 23 anos, e Dionatan Cordova Dias, 28, desencadeou um escândalo na Polícia Nacional do Paraguai.

O Ministério Público daquele país denunciou 13 policiais por participação no tráfico de drogas e armas, incluindo oficiais de alto escalão.

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Simeón Martínez Morel, ex-diretor da Polícia Nacional de Alto Paraná, Marildo Rojas Villalba, chefe da Polícia Nacional, e Baldomero Jorgge Benítez, chefe de investigação, estão entre os envolvidos. Eles são acusados de um esquema para roubo de cargas de armas e drogas.

A denúncia teria sido feita por agentes que não teriam aceitado fazer parte da quadrilha.

O escândalo foi iniciado durante a detenção de cinco policiais com um carregamento de 22 quilos de cocaína e três fuzis AK-47 na localidade de Itakyry. A apreensão não foi registrada na delegacia local.

Segundo as investigações paraguaias a carga pertenceria originalmente aos dois brasileiros encontrados mortos no dia 27 de julho daquele país. O carregamento teria sido negociado no mercado negro por cerca de 150 mil dólares.

A Polícia Federal (PF) de Foz do Iguaçu, que mantém relações com a polícia paraguaia, não tem informações sobre a investigação da morte dos rapazes.

A embaixada do Itamaraty em Assunção também não monitora o trabalho policial do país vizinho.

Funcionários do Consulado-Geral do Brasil, em Ciudad del Este, informaram que o servidor responsável por acompanhar situações parecidas está de férias.

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Portal Guaíra com informações do Jornal Semanário/RS