(Foto: Jorge Saenz/AP)

O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o irmão, Roberto de Assis, terão uma audiência preliminar com juiz paraguaio Gustavo Amarilla, no dia 24 de agosto, para decidir o futuro deles. Os dois estão detidos preventivamente há mais de cinco meses no Paraguai após entrarem no país com documentos paraguaios adulterados.

A informação foi confirmada ao G1 pelo advogado de defesa dos irmãos, Sérgio Queiroz, nesta segunda-feira (10). O caso será analisado pelo juiz após o Ministério Público do país concluir as investigações e pedir ao judiciário, na sexta-feira (7), a suspensão condicional do processo.

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No documento apresentado na sexta-feira, os promotores permitem o retorno dos dois ao Brasil, mas sugere algumas exigências, como como o pagamento de 200 mil dólares em multa, que seriam 90 mil pagos por Ronaldinho e 110 mil por Assis.

Se a Justiça atacar o pedido, após o prazo legal, o processo será arquivado e os dois terão a liberdade.

A audiência preliminar ocorrerá no período da tarde, no Palácio da Justiça do Paraguai, em Assunção. A capital do país fica a 425 quilômetros de Cidade do Leste, que faz fronteira com o Brasil, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Conforme o advogado de defesa, o pedido ao judiciário ocorreu porque a investigação não encontrou nenhuma prova relacionada aos crimes que suspeitavam, como lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Prisão no Paraguai
Ronaldinho e Assis estavam detidos desde 6 de março, após entrarem no Paraguai com documentos paraguaios adulterados. Outras três pessoas foram presas na ocasião.

De acordo com o promotor paraguaio Federico Delfino, existia um processo de naturalização no Paraguai aberto para Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis Moreira. Segundo ele, o procedimento corria à revelia dos dois brasileiros.

Ainda segundo Delfino, o esquema também envolveria um funcionário público paraguaio, que teria apresentado uma série de documentos à Direção de Migração do Paraguai para naturalizar os dois irmãos.

Ao envolver órgãos oficiais paraguaios, o caso se ampliou no país. Em 5 de março, o diretor geral da Direção de Migrações, Alexis Penayo, pediu demissão do cargo e criticou o Ministério do Interior pela demora na resolução do caso envolvendo Ronaldinho Gaúcho.

Em 7 de abril, o juiz do Paraguai concedeu prisão domiciliar aos irmãos. Eles pagaram fiança de 1,6 milhão de dólares e, desde então, estão hospedados em hotel no centro de Assunção, proibidos de deixar o pais.

Portal Guaíra com informações da AEN