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Acusado na Operação Piloto (53ª fase da Lava Jato), o ex-chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa (PSDB) Deonilson Roldo negou em depoimento prestado na última quarta-feira que tenha atuado em acordo com a Odebrecht para limitar a concorrência na licitação da PR-323 aberta pelo governo do Paraná em 2014. Roldo foi interrogado pelo juiz federal Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Criminal de Curitiba, que assumiu o caso da Piloto após o então juiz Sergio Moro abrir mão do processo. O jornalista é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter concordado em ajudar a Odebrecht em troca de dinheiro para a campanha eleitoral de Richa naquele ano.
No depoimento, ele afirmou que “jamais houve qualquer interferência na formulação do edital” ou que tenha “buscado favorecer quem quer que seja dentro do certame”. Ele também afirmou que era responsável por “filtrar” os assuntos e blindar o governador, mas que “apenas recebia as demandas de projetos que não estavam andando”.
Em dado momento, o juiz chegou a determinar uma pausa no depoimento quando Roldo se emocionou. “Com 10 anos de idade eu comecei a trabalhar como engraxate” e diz que “sempre trabalhou muito” ao longo dos seus “34 anos de serviço público”. Neste momento houve a pausa. Além de Beto Richa, Deonilson também trabalhou nos governos Jaime Lerner e na prefeitura na gestão de Cassio Taniguchi em Curitiba.
Deonilson ficou preso preventivamente, na Operação Piloto, entre setembro de 2018 e janeiro de 2019. “Isso gerou muito sofrimento para a minha família”, disse.
Veja a íntegra:

Portal Guaíra com informações do Bem Paranpa

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