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Duas pessoas morreram e duas ficaram gravemente feridas durante saques a supermercados registrados na cidade de Rosário, na província de Santa Fé, 310 quilômetros ao norte de Buenos Aires.

As mortes foram confirmadas pelo secretário de Governo de Rosário, Matias Drivet, e foram os incidentes mais graves no segundo dia de saques a estabecimentos comerciais na Argentina.

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A onda de saques, que teve início na quinta-feira em San Carlso de Bariloche, estendeu-se nesta sexta às províncias de Santa Fé, Entre Ríos e Chaco. Em Campana, na província de Buenos Aires, mais de cem pessoas foram detidas. Autoridades declararam esta manhã que não descartam “motivação política” depois que outros incidentes similares foram registrados em várias cidades do país.

Segundo o governo, a situação estaria “controlada”, mas o alerta está mantido. Forças de segurança federais foram enviadas para Bariloche, onde dezenas de pessoas invadiram supermercados na quinta-feira.

Distúrbios provocados por alta dos preços se intensificam, apesar do governo garantir que a situação está “controlada”

A TV local mostrou imagens de pessoas encapuzadas roubando eletrodomésticos como geladeiras e televisores. Os saques teriam ocorrido em uma loja da rede Changomás, pertencente ao grupo Walmart, localizada em uma área carente da cidade.

Distúrbios provocados pela alta de preços começam a ser comuns na Argentina, onde a inflação é de 25%, segundo consultorias privadas (a oficial é de 9%, mas poucos confiam nos números divulgados pelo governo da presidente Cristina Kirchner).

Na quinta-feira, em Buenos Aires, ao menos 200 militantes de esquerda bloquearam uma estratégica avenida do Centro para lembrar o 11º aniversário da queda do governo de Fernando de la Rúa, após uma revolta popular que deixou 30 mortos, constatou a agência de notícias AFP.

Os manifestantes do grupo Quebracho (esquerda radical), a maioria com os rostos cobertos e armados de paus, interromperam o trânsito na Avenida 9 de Julho, onde incendiaram dezenas de pneus. A polícia se manteve à margem da manifestação e apenas tentou controlar o trânsito caótico no centro de Buenos Aires.

No dia 20 de dezembro de 2001, o então presidente De la Rúa (1999/2001) renunciou em meio a manifestações que deixaram 30 mortos, em todo o país, durante a pior crise econômica da história recente da Argentina.

Fonte: ClickRBS