(Foto: Reprodução/Facebook/Anna Semidyanova)

Uma ucraniana, mãe de 12, morreu em um campo de batalha de Donetsk durante um enfrentamento com as forças russas, informou nesta quinta-feira (17) o Ministério da Defesa da Ucrânia.

Olga Semidyanova, de 48 anos, era médica militar desde 2014 e atuava nos conflitos dentro da região separatista de Donbass, no leste ucraniano.

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Segundo a pasta, Semidyanova recebeu o status de “Mãe-Heroína” porque, além dos seus seis filhos biológicos, a médica e militar também era mãe adotiva de mais outros seis.

Em uma rede social, uma de suas filhas, Anna Semidyanova, prestou homenagem à mãe com fotos e vídeos de sua heroína nos campos de batalha.

“Te amo, mamãe. Vocês está para sempre nos nossos corações”, escreveu Anna.
A irmã de Anna, Julia, postou um vídeo em uma rede social em que aparece bastante abalada e compartilha fotos da mãe dentro e fora da batalha.

“Essa mulher é o orgulho da família, o orgulho do país”, disse a jovem. “Ela é digna de ser lembrada por tantas coisas que fez, pelas lágrimas que derramou, pelos anos de serviço, e sorrisos que deu.”

1ª mulher ‘Herói da Ucrânia’ foi condecorada na semana passada
Na semana passada, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, homenageou a sargento Derusova Inna Mykolaivna, morta em um bombardeio em Sumy, como a primeira mulher a receber o título de “Herói da Ucrânia”.

A condecoração é dada aos soldados que defenderam o país durante a guerra. Mykolaivna era médica e atuava na linha de frente cuidando de soldados feridos em combate.

“Ela morreu em um ataque russo, ajudando os feridos”, disse Zelensky em um vídeo publicado em seu canal oficial.

“Desde 24 de fevereiro, a médica de combate sênior realizava tarefas na cidade de Okhtyrka, região de Sumy. Ela salvou mais de 10 militares, arriscando sua própria vida”, disse o ucraniano. “A primeira mulher ‘Herói da Ucrânia’, e recebeu este título postumamente”.

Ao todo, 106 militares das Forças Armadas da Ucrânia receberam o reconhecimento oficial até o momento. 17 deles, assim como Mykolaivna, após a morte.

Portal Guaíra com informações do G1