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[dropcap color=”#81d742″]N[/dropcap]um ato que marca o início de uma profunda reforma no Banco do Vaticano, o papa Francisco removeu da cúpula da instituição financeira quatro cardeais, entre eles o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer. Num ato que marca o início de uma profunda reforma no Banco do Vaticano, o papa Francisco removeu da cúpula da instituição financeira quatro cardeais, entre eles o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer.

 

O pontífice advertiu que, se não conseguir reformar o banco, fechará a instituição, que enfrenta denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro. Na reforma mais ampla feita pelo papa no Vaticano, um dos pontos centrais será a transformação do Instituto de Obras de Religião – o nome oficial do Banco do Vaticano – em uma entidade que financie de fato apenas essas obras.

 

D. Odilo fazia parte do grupo de cardeais que atuava para monitorar as atividades do Banco do Vaticano.

 

Considerado um dos fortes candidatos no conclave de 2013, dom Odilo tinha o apoio dos setores mais conservadores do Vaticano e representava certa continuidade em relação ao pontificado de Bento XVI.

 

Durante o conclave, a disputa por votos colocou o grupo de apoio ao brasileiro em oposição aos que defendiam um candidato que representasse uma reforma. Dias antes de deixar o poder, o papa alemão renovou o mandato do brasileiro e dos demais integrantes do órgão de supervisão por cinco anos – ou seja, dom Odilo foi tirado da função antes do previsto.

 

Em menos de um ano, o papa deixou o Palácio Apostólico para viver em um apartamento na Santa Sé, trocou a frota de carros do Vaticano, defendeu a humildade entre os padres e deixou claro que o Banco do Vaticano era uma instituição que estava prejudicando a imagem da Igreja.

 

Nos últimos meses, a instituição fechou centenas de contas e uma empresa estrangeira foi contratada para ajudar a atender normas financeiras internacionais.

Portal Guaíra com informações da Rádio Difusora


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