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O esporte mais popular do mundo vem se profissionalizando cada vez mais ao longo dos tempos. Das primeiras competições, passando pela introdução dos cartões amarelo e vermelho na Copa de 70, muitas modificações foram feitas para que o futebol ficasse mais organizado e justo para os times e seus torcedores, e mais atrativo para investidores. Hoje, com as maiores empresas do mundo investindo milhões de dólares e um vasto mercado de exploração das marcas dos clubes e seleções, além do mercado de apostas em futebol, a FIFA resolveu agir para que o futebol permaneça acima de qualquer suspeita.

Esse é o principal objetivo das mudanças nas regras do futebol aprovadas pela International Board, entidade que regula as regras do futebol, e que entraram em vigor no início de junho deste ano. São 12 alterações – sete delas mais profundas – que também visam aumentar o tempo de bola rolando, deixando o esporte mais dinâmico. A FIFA considera que o ideal é pelo menos 60 minutos. As mudanças também oficializaram situações comuns no futebol.

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São medidas que vão desde a exigência por uma mudança de comportamento em campo, como a que determina que jogadores do time que vai cobrar uma falta fiquem a pelo menos um metro da barreira, e a que prevê que atletas substituídos deixem o gramado pela linha mais próxima de onde estiverem, até as que servem meramente para esclarecimentos de questões antes nebulosas.

É o caso da que estabelece que o cartão amarelo aplicado a um jogador na comemoração de um gol será mantido mesmo que o gol venha a ser anulado. Há, entre as mudanças, algumas que apenas legalizam situações já existentes. É o caso da regra que permite ao goleiro ficar com um pé fora da linha do gol nas cobranças de pênaltis.

Uma das alterações mais sensíveis diz respeito à mão na bola. A nova regra tem causado polêmica, pois, com a introdução do árbitro de vídeo (VAR), toques na bola com a mão, mesmo que acidentais, têm sido fatais nos jogos do segundo semestre da temporada 2019. Com a nova regra, fica explícito que gols marcados diretamente com a mão ou oportunidades de gol criadas depois de ganhar a posse da bola com a mão, mesmo que de forma acidental, não deverão mais ser permitidas.

Entre as mudanças está, também, uma pequena alteração com relação às cobranças de tiro de meta. A IFAB apontou que, agora, não haverá mais obrigação de que a bola deixe a grande área na saída de bola em tiros de meta ou cobranças de falta dentro da área. Em situações que a bola bater no corpo do árbitro, este deverá reiniciar a partida com “bola ao chão” para a equipe que conduzia a jogada. Antes, os árbitros eram considerados neutros, mesmo quando atrapalhavam alguma jogada acidentalmente. Para impor um melhor comportamento, agora, o juiz do jogo também poderá punir a má conduta de integrantes das comissões técnicas com cartão amarelo e vermelho. Todas as novas regras já são válidas para o Campeonato Brasileiro de 2019.

Amplamente testado, VAR é instituído definitivamente no futebol

O uso do VAR começou a ser discutido há poucas temporadas. Foi instituído em caráter de teste na liga italiana e em campeonatos de menor expressão, sempre com critérios diversos. Na Copa do Mundo da Rússia, foi, enfim, oficializado. No último encontro da International Board, o órgão fez uma análise sobre a utilização do árbitro de vídeo. Um comunicado divulgado após a reunião afirmou que a entidade “expressou sua satisfação com o impacto significante e o sucesso que o VAR teve”.

No Brasil, o VAR tem gerado polêmica. Na última Copa América, disputada no país, o melhor jogador do mundo, Messi, saiu reclamando das intervenções do VAR em favor dos anfitriões. Mais recentemente, na Libertadores, Palmeiras e Flamengo, os times mais ricos do Brasil, foram beneficiados por lances duvidosos validados pelo VAR. A competição sul-americana adota o recurso nas fases decisivas desde a temporada passada.

Quem também acabou positivamente afetado pela introdução do árbitro de vídeo foi o mercado de apostas esportivas. Já existiram muitas suspeitas de corrupção sobre árbitros em diversas ligas, sempre ligados ao mercado de apostas ilegais. Já os principais sites de apostas do mundo, geridos por empresas sérias e que têm interesse na lisura do futebol, comemoraram a medida. Agora os árbitros têm respaldo além da própria interpretação para decidir lances capitais, que podem influir diretamente nos ganhos dos apostadores.

Redação Portal Guaíra