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Lideranças indígenas e representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) se reúnem nesta segunda-feira (10) com o comando dos 110 homens da Força Nacional, que estão em Mato Grosso do Sul desde a última quarta-feira (5), para definir as ações para dar fim aos conflitos pela terra em regiões de quatro cidades, Sidrolândia, Aquidauana, Miranda e Bodoquena.

A informação é de um dos líderes da etnia Terena, Lindomar Terena, que confirmou que a tropa nacional ainda não entrou na aldeia Buriti e está alojada em um parque de exposições em Sidrolândia.

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“Vamos sentar para decidir junto com eles, porque só 110 homens não atende a finalidade deles de ir em todas essas regiões e nós vamos ficar”, disse Lindomar. De acordo com o indígena os militares estão fazendo o reconhecimento da área em Sidrolândia, a princípio, para depois migrar para as outras regiões.

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Na sexta-feira (7) indígenas voltaram de uma reunião em Brasília com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e propuseram uma trégua de 15 dias nos conflitos pela terra com proprietários rurais, para que se definam resoluções tanto para as demarcações, como pedem indígenas, como para ressarcimento pela terra nua, como pedem proprietários que por ventura tenham suas terras definidas para os indígenas.

“Resolver a questão só dependia de uma autorização do ministro para concluir as demarcações e ele ficou com medo de cumprir a lei ou faltou boa vontade. Demos 15 dias para que o Governo Federal apresentasse algo de concreto, senão vamos continuar o processo de ocupação”, confirmou Lindomar.

Atualmente a Federação da Agricultura e Pecuária em Mato Grosso do Sul contabiliza 65 fazendas no Estado envolvidas em conflitos. Só a Aldeia Buriti, de índios Terena, tem dois mil hectares e lutam para a ampliação que chegue a 17 mil hectares.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Wantuir Jacini, não atendeu aos telefonemas da reportagem para confirmar a movimentação das tropas em Mato Grosso do Sul.

Fonte: Midiamaxnews
Foto: Minamar Júnior