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Apesar de ainda não ter sido intimado oficialmente, o Governo já busca uma clínica psiquiátrica em todo o Brasil para cumprir a decisão da Justiça que manda internar e tratar o jovem Dionathan Celestrino, 21 anos, o Maníaco da Cruz. A internação foi determinada pelo juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude de Ponta Porã, Adriano da Rosa Bastos.

Segundo o procurador-geral do Estado, Rafael Coldibelli, o juiz já enviou um pedido para a Secretaria de Saúde de São Paulo para que uma unidade experimental de Saúde, na Vila Maria, aceite o jovem, já que, por enquanto, todas as outras clínicas que o Estado havia entrado em contato teriam negado tratamento ao Maníaco.

Na quinta-feira (20) os procuradores que atuam nas coordenadorias jurídicas dentro das secretarias estaduais de Saúde e de Segurança se reuniram para buscar soluções de internação para Dionathan.

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“Estamos tentando localizar algum lugar que possa atender ele de pronto. Se São Paulo responder que lá tem uma vaga para o Dionathan, tá resolvido, se não aí vamos tentar outros e outros”, explicou Coldibelli.

O procurador afirmou que o juiz não determinou um prazo para que se ache algum local, mas pediu urgência. O Estado irá arcar com as despesas, que ainda não foram calculadas, visto que o laudo psiquiátrico que daria uma noção de quanto tempo Dionathan precisaria ser tratado chegará para o Governo junto com a intimação oficial, no mais tardar semana que vem.

“O fato é que não existe mais um manicômio judiciário. Não existe mais unidades específicas para o tratamento desse pessoal. Estamos pensando em formas alternativas. A internação na junto à Santa Casa já foi uma alternativa às recusas”, explicou o procurador.

O Maníaco da Cruz está há 35 dias no hospital em Campo Grande. Para um dos psiquiatras que o atendeu durante duas semanas em que foi avaliado psicologicamente, Luiz Salvador, mesmo que o rapaz seja solto, ele não tem capacidade de se ressocializar com a sociedade.

“Ele tem uma deficiência moral e não tem a capacidade de se socializar com os outros, nem perceber o que é certo ou errado, então o que ele tem vontade de fazer ele faz sem mensurar os riscos”, disse Salvador.

Para o médico que trabalha na Santa Casa desde 1966, Dionathan sequer deve ficar por mais tempo no hospital. “Ele não deve ficar em um hospital, porque ele oferece risco aos outros, além de estar ocupando o equivalente a três vagas”, destacou Salvador.

O Maníaco permanece na ala da Urologia, devido ao isolamento logístico no 5º andar, sob a escolta de três policiais militares e atendimento de um enfermeiro. As vítimas do rapaz foram o pedreiro Catalino Gardena, a frentista Letícia Neves de Oliveira e Gleici Kelli Silva, de 13 anos, deixados com os braços abertos e as pernas cruzadas em menção a uma crucificação. Todos foram mortos em 2008, em Rio Brilhante.

Fonte: Midiamaxnews


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