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Diferente da maioria dos protestos no Estado, em que as pessoas fazem caminhadas sob sol escaldante, apenas com faixas e cartazes, surpreendeu o manifesto dos pecuaristas do Brasil, realizado na manhã desta sexta-feira (14) em Nova Alvorada, distante 120 quilômetros da Capital.

Além do apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e a Polícia Militar, eles ‘tomaram’ a rotatória com tendas (inclusive uma somente para imprensa), além de cadeiras, iluminação, palco, banheiros químicos, freezers com copos de água descartáveis, adesivos para carros, telão para a transmissão de vídeos, equipamentos de som e inúmeras camisetas com os dizeres da ‘Parada Rural’.

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Segundo o Midiamaxnews, ao todo, a organização estipula a presença de sete mil pecuaristas. No entorno da rotatória da BR-163 e 267, a todo o momento chegavam mais pessoas. Os carros e dezenas de ônibus para o evento tinham estacionamento próprio. Algumas autoridades foram deslocadas para o Sindicato Rural do Município, com um grandioso café da manhã a ser servido. As esposas e crianças com roupas típicas, botinas, cintos, calças jeans. Já os homens, com o chapéu de fazendeiro e a camiseta do evento.

Durante o discurso, muitos políticos aproveitaram o momento da fala para transformar o local em um comitê eleitoral. Já no final da manhã, outra enorme tenda estava pronta para servir um arroz carreteiro aos manifestantes, acompanhada de refrigerante.

E quem queria algo mais, como um rodízio, ‘lotou’ os poucos restaurantes da cidade. Os comerciantes disseram a reportagem que ‘já estavam preparados e que lucrariam bastante com isso’. Alguns poucos permaneceram panfletando ao final do evento.

Solidariedade

O produtor rural e presidente da Fundação MS, Luis Alberto Moraes Novaes, disse que não possui terras invadidas, mas compareceu no evento em solidariedade aos colegas, junto com uma equipe de dez pessoas.

“Não temos nada contra os índios, desde que eles respeitem as nossas fazendas, em sua maioria com titularidade há quatro gerações. E os pecuaristas necessitam de paz para produzir no campo, sendo que a sociedade também precisa entender o nosso valor, que com os nossos produtos torna o país competitivo perante ao mercado mundial”, argumenta o presidente.

Reivindicação

A categoria pede que a demarcação de terras seja realizada pela União e não os indígenas. Além disso, pedem a reintegração de posse, adiada algumas vezes e que ocorreu com interferência da Funai (Fundação Nacional do Índio).

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Fonte: MidiaMax