Vinte quatro horas após a morte de cinco integrantes da quadrilha violenta, que age no Sul do Estado, a Polícia continua na região para descobrir as “ramificações” do bando, com a identificação de 20 colaboradores e receptadores dos veículos roubados no Paraguai. Dos mortos, o chefe do DOF(Departamento de Operações da Fronteira), coronel Edilson Duarte, diz que todos eram “soldados” do PCC (Primeiro Comando da Capital).

“As investigações apontaram que eles estão na região desde fevereiro, fazendo de forma violenta inúmeras vítimas nos municípios de Nova Andradina, Ivinhema,Batayporã e Nova Alvorada do Sul. Eles executavam os crimes para ajudar aqueles integrantes que já estão presos, considerados os “soldados” da facção criminosa”, afirma o Coronel Duarte.

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Nesta manhã de ontem (21), a Polícia já havia liberado três dos cinco corpos, pois os outros ainda não foram identificados, de acordo com o coronel. “Todos tinham antecedentes por crimes graves, como homicídio, roubo a mão armada e tráfico de drogas. Agora estamos na busca dos comparsas, aqueles que repassavam informações privilegiadas sobre vítimas, por exemplo”, explica Duarte.

armamento da quadrilha era de uso restrito
armamento da quadrilha era de uso restrito

Durante a ação na manhã de ontem, que culminou nas mortes com a troca de tiros, o coronel ressalta que o bando estava fortemente armado com pistolas de uso restrito do Exército. “Eles estavam com um vigia e desde o início houve resistência. Assim que souberam da nossa presença, eles posicionaram as caminhonetes em volta deles e revidaram com tiros”, ressalta o Coronel.

Hoje, 20 homens do DOF e da Defron (Delegacia de Fronteira) continuam no local. Mesmo com a morte de parte da quadrilha considerada a mais violenta da região dos últimos dez anos, conforme Duarte, a polícia continuará no local para constatar se eles também são autores de mais crimes na região.

Até o momento foi identificado Carlos Alberto Matos Almeida, de 23 anos, vulgo “Bijula”, que seria o chefe da quadrilha, e Alexandre dos Anjos Nascimento, o “Licha”, que serão velados e sepultados em Nova Andradina, a 300 quilômetros da Capital.

Já, o corpo de Samir Haslan da Silva, de 30 anos, o “Samirzinho”, está sendo velado na casa onde vinha residindo em companhia de amigos, na Vila Cachoeirinha, em Dourados, a 233 quilômetros da Capital. Havia um mandado de prisão contra ele, expedido pela Justiça. O quarto integrante foi identificado como Ademir de Oliveira Lopes Melo, 20 anos, vulgo “Deni” e o quinto elemento foi chamado apenas de “paulistinha”.

Fonte: CampoGrandeNews