O Ministério Público do Estado do Paraná protocolou, no início da tarde desta segunda-feira, denúncia contra a médica Virgínia Soares de Souza, presa desde o dia 19 de fevereiro. Ela foi acusada de apressar a morte de sete pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico de Curitiba, no Paraná, para liberar leitos.

A médica foi acusada por sete homicídios duplamente qualificados (motivo torpe e por uso de meios que dificultaram a defesa do paciente) e por formação de quadrilha. Outras sete pessoas também foram denunciadas pelo MP: os médicos Anderson de Freitas (dois homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha), Edison Anselmo da Silva Junior e Maria Israela Cortez Boccato (um homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha); as enfermeiras Laís da Rosa Groff e Patrícia Cristina de Goveia Ribeiro (um homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha); e a fisioterapeuta Carmencita Emília Minozzo e o enfermeiro Claudinei Machado Nunes (formação de quadrilha).

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“Do que foi possível levantar, chegamos à conclusão de que existia uma verdadeira quadrilha, no sentido de matar pacientes ali internados”, informou à Agência Estado a promotora de Justiça Fernanda Nagl Garcez, uma das autoras da denúncia.

O MP entendeu que, seguindo as orientações de Virgínia, os médicos denunciados prescreviam medicamentos bloqueadores neuromusculares, empregados usualmente para otimização de ventilação artificial. Em seguida, os enfermeiros, “ou às vezes os próprios médicos denunciados”, rebaixavam os parâmetros ventilatórios dos pacientes, que estavam dependentes de ventilação mecânica, causando morte por asfixia.

Fonte: Agência Estado