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Os países do Mercosul decidiram ontem, em sua cúpula semestral no Uruguai, revogar a partir do dia 15 de agosto a suspensão do Paraguai, uma vez que Horácio Cartes assuma a Presidência do país.

Após “avaliar positivamente” a realização das eleições gerais no Paraguai no último dia 21 de abril, os presidentes de Brasil, Dilma Rousseff; Argentina, Cristina Kirchner; Uruguai, José Mujica; e Venezuela, Nicolás Maduro, decidiram “cessar” a suspensão imposta no dia 29 de junho de 2012 devido à cassação por parte do Parlamento paraguaio do então presidente Fernando Lugo.

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A partir da posse do novo governo paraguaio “serão considerados cumpridos” os requisitos estabelecidos no artigo 7 do Protocolo de Ushuaia sobre o compromisso democrático.

A partir do próximo mês, o Paraguai “reassumirá plenamente seu direito de participar dos órgãos do Mercosul e das deliberações”, informa a declaração dos líderes.

As autoridades do Paraguai, o quinto integrante do Mercado Comum do Sul, não participaram da reunião  de ontem, em Montevidéu.

Presidentes durante reunião de cúpula dos países do Mercosul, ontem em Montevidéu
Presidentes durante reunião de cúpula dos países do Mercosul, ontem em Montevidéu

Repúdio à espionagem

A presidente Dilma Rousseff disse ontem, durante cúpula do Mercosul no Uruguai, que o bloco deve adotar “medidas cabíveis pertinentes” para evitar a repetição de episódios de espionagem como recentemente revelado.

“Mais do que manifestações, devemos também adotar medidas cabíveis pertinentes para coibir a repetição de situações como essa”, afirmou a presidente, que saudou a decisão do Mercosul de rechaçar o monitoramento feito pelos Estados Unidos.

“Queria também saudar a decisão no âmbito do Mercosul do direito ao asilo”, disse a presidente, sem se referir ao ex-agente americano Edward Snowden, ao qual a Venezuela, integrante do Mercosul, ofereceu asilo.

Nos últimos dias, o jornal “O Globo” revelou que, na última década, pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país, se tornaram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency – NSA, na sigla em inglês) por telefonemas e e-mail.

Guiana e Suriname

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, anunciou em Montevidéu, no Uruguai, que a Guiana e o Suriname vão fazer parte do Mercosul como estados associados. A associação dos dois países, de acordo com Patriota, consta na declaração conjunta assinada ontem pelos líderes que participaram de reunião de cúpula do Mercosul na capital uruguaia.

Fonte: O Paraná