O empresário André Luiz Silveira, de 40 anos, que mora em Matinhos, no litoral do Paraná, ficou surpreso ao retirar um extrato bancário e perceber que um limite do cheque especial de R$ 14.701.944.920,46 estava na conta. O dinheiro ficou disponível na terça-feira (8) e até esta terça-feira (15) estava lá, sem qualquer sinal de irregularidade ou equívoco. “Estou acompanhando o extrato diariamente. Todo dia, 10h, eu vou e tiro um extrato. Está lá, igualzinho”, contou o empresário. A filha do empresário tirou uma foto do extrato e enviou para o Vc no G1.

Assim que percebeu que havia uma fortuna na conta, Silveira procurou a agência da Caixa Econômica Federal (CEF) e brincou com o gerente sobre o dinheiro. “Ele me falou que não sabia o que dizer”, lembrou o empresário.

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Essa conta de Silveira é jurídica. São depositados apenas os valores das contas que clientes pagam no cartão de crédito ou de débito no restaurante de Silveira. “O meu giro é bem menor do que isso”, comentou. Nas ocasiões normais, depois de um determinado período, o dinheiro é transferido para outra conta do empresário. Essa transição deveria ter ocorrido no domingo (13), porém, não havia sido processada até a tarde desta terça.

Silveira disse que chegou a receber um telefonema da empresa que realiza os pagamentos eletrônicos, dizendo que os créditos seriam debitados na data combinada e que qualquer dúvida era para o empresário entrar em contato. “Eles [a empresa] nunca me ligou. Nunca consigo falar com eles nem para trocar a bobina”.
Espirituoso, o empresário tentou explicar qual foi a sensação no momento que leu o extrato. “Meu Deus do céu. Eu pensei que foi o Robin Hood que mandou para mim”, brincou.

Extrato do banco assustou o empresário de Matinhos, no litoral do Paraná (Foto: André Silveira/VC no G1)
Extrato do banco assustou o empresário de Matinhos, no litoral do Paraná (Foto: André Silveira/VC no G1)

Nota da Redação:
Este valor é referente ao limite flutuante caucionado, que é um limite de cheque especial que tem uma garantia que pode ser aval ou recebidas, que se consideram cartão de crédito, duplicatas e cheques.

Em nota, a Caixa Econômica Federal afirmou que identificou “inconsistência na conta do cliente” e está providenciando a regularização.

O mesmo caso aconteceu com um empresário São Lourenço, Minas Gerais. Ele se assustou ao perceber que o limite, que antes era de R$ 12,5 mil, havia passado para R$ 14,7 bilhões.

Fonte: G1/Portal Rondon