Há exatamente um ano, em uma manhã de segunda-feira, do dia 29 de outubro de 2018, marcava-se mais um momento histórico para a saúde rondonense, a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Edgar Netzel. Passados 12 meses, foram realizados 69.287 procedimentos, entre atendimentos de enfermagem, avaliações de ortopedia e atendimentos de emergência, conforme números apresentados pela Secretaria de Saúde até o dia 28 de outubro de 2019.

“Por atendimentos médicos, classificados através do Protocolo de Manchester, foram atendidas 41.147 pessoas, sendo que deste, algumas passaram apenas pela consulta e saíram com receituário, retirando a medicação na Farmácia Básica. Parte dessa fatia passa por exames complementares, sendo eles, raio-x, eletrocardiograma e exame de sangue, ficando desta forma, o paciente em observação por algumas horas na unidade. Muitas vezes, o atendimento do paciente que passou por uma consulta médica através do protocolo, pode ter atendimentos sequenciais e reavaliações até a sua liberação e alta da unidade de observação da UPA” enfatiza a secretária de Saúde, Marciane Specht.

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A unidade conta também com consultas agendadas, as quais possuem como especialidades, ortopedia/traumatologia e psiquiatria, com 3.687 e 1.126 atendimentos, respectivamente.

“Acreditamos que a efetivação da UPA, teve uma mudança em relação à qualidade do atendimento prestado, visto que além de toda a equipe que lá está, também houve uma melhora nas aquisições de materiais e equipamentos, melhorando ainda mais a dinâmica de trabalho e a resolutividade das questões que chegam na unidade de saúde”, avalia Marciane Specht.

“Temos uma equipe comprometida com o cuidado da saúde dos rondonenses, com a qualidade no atendimento prestado, além de termos os equipamentos adequados para o atendimento dos casos de urgência e emergência”, frisa o nutricionista e diretor da UPA, Rafael Heinrich.

INVESTIMENTO
Para a viabilização da abertura da UPA, foram investidos cerca de R$ 740 mil oriundos de emendas parlamentares, além da contrapartida de recursos do próprio município, de cerca de R$ 1,1 milhão. A equipe que atua na UPA contempla 28 funcionários do próprio município, além da disponibilização por parte do Consamu, de outros 17 funcionários, todos treinados e capacitados para os atendimentos de urgência e emergência.

Neste período de um ano, também vale destacar o investimento de cerca de R$ 8 milhões, em custeio para a manutenção de toda a estrutura de urgência, sendo englobadas as despesas correntes e folha salarial, tanto dos servidores do município e do Consamu.

“É uma satisfação muito grande chegar com um ano de gestão da nossa UPA 24 Horas atendendo a nossa população com excelência. Quando assumimos o governo, nos deparamos com inúmeras dificuldades, principalmente na questão de arquitetura e engenharia. Fizemos todos os esforços, buscamos os recursos necessários para fazermos as imensas adequações que eram necessárias e colocamos ela para funcionar. Neste intervalo, investimos também um valor considerável para equipar, haja visto que a UPA havia sido inaugurada pelo governo anterior sem que o prédio estivesse regularizado. Não havia nenhuma cadeira, maca, para que de fato pudesse ser inaugurada e aberta para a população”, destaca o prefeito Marcio Rauber.

O chefe do executivo rondonense vai além. “Muito empenho do nosso governo, da Secretaria de Saúde e o envolvimento de todos os servidores do município para que esse equipamento público estivesse à disposição da população. Nós conseguimos botar ela em funcionamento, para que pudéssemos chegar hoje com excelência no atendimento, com profissionais de qualidade que são os nossos servidores efetivos e aqueles vindos do nosso contrato de rateio com o Consamu. A nossa UPA tem problemas, como todas as UPAs pelo Brasil possuem, mas nós procuramos a cada dia detectar e resolver, pois a nossa obrigação é ofertar o melhor para a população”, frisa o prefeito.

PROTOCOLO DE MANCHESTER
De acordo com a secretária de Saúde, Marciane Specht, a Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas utiliza o Protocolo de Manchester para prestar atendimento e ela explica como funciona. “Ao chegar à unidade médica, o paciente é avaliado por um enfermeiro, que classifica o paciente com base nos sinais e sintomas apresentados, assim como, qual é a queixa principal, saturação de O2, escala de dor, etc. Após essa avalição inicial, o paciente recebe uma pulseira de identificação hospitalar com a cor correspondente ao seu quadro e segue para o atendimento ou aguarda o momento de ser atendido, de acordo com os critérios do Protocolo de Manchester”, salienta.

Sobre as cores, a secretária esclarece o que determina o procolo:
– Vermelho: para emergências, o paciente não pode esperar nenhum minuto;
– Laranja: o atendimento é muito urgente, a espera não poderá ultrapassar 10 minutos;
– Amarelo: o atendimento é urgente, mas o paciente pode aguardar por um período de até 50 minutos;
– Verde: pouco urgente, pode aguardar por até 120 minutos ou ser encaminhado para outros serviços de saúde;
– Azul: não há urgência, o tempo de espera pode ser de até 240 minutos ou o paciente pode ser encaminhado a outros serviços de saúde.

ORIENTAÇÃO
Ainda de acordo com os números apresentados pela Secretaria de Saúde, dos quase 70 mil atendimentos realizados na UPA 24 Horas, a metade se refere para casos de pouca urgência e não urgentes. “Pacientes com essas classificações, podem procurar as unidades básicas de saúde mais próximas das suas residências, para garantir um cuidado continuado e se necessário o encaminhamento para especialidades, visto que a UPA não faz encaminhamentos para ambulatórios de especialidades nestes casos não urgentes ou pouco urgentes, o que poderia resultar em consultas duplas, na UPA e nas unidades de saúde dos bairros, atrasando o atendimento de outros pacientes”, aponta Rafael Heinrich.

Portal Guaíra via Assessoria