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O Tribunal Popular do Júri realizou nesta quarta-feira (29), o julgamento de três envolvidos na morte de um preso dentro da cadeia Pública de Marechal Cândido Rondon. Foram julgados Everton Victor da Silva, Paulo Cesar de Souza e Sidmar de Souza Santos.

Juntamente com outros dois detentos, que ainda serão julgados, eles foram acusados de espancar até a morte Jaime Santana de Araújo, de 39 anos de idade. O crime ocorreu no dia 30 de novembro de 2012, quando Jaime foi levado para a cadeia de Marechal Cândido Rondon por volta das 20 horas.

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Três horas mais tarde, ele foi retirado da cela pelo Corpo de Bombeiros, apresentando graves ferimentos pelo corpo, não resistiu e faleceu a caminho do hospital. Jaime havia sido detido porque existia contra ele um mandado de prisão em aberto.

Ela estava foragido do Centro de Detenção e Ressocialização de Foz do Iguaçu, onde respondia por atentado violento ao pudor, crime praticado na cidade de Matelândia. Quando foi capturado em Marechal Rondon, o preso foi colocado na cela chamada de seguro, onde estavam cerca de 20 detentos.

A maioria dos presos desta ala cometeram crimes da mesma natureza e precisam ficar isolados dos demais. Mesmo assim alguns deles agrediram Jaime Santana de Araújo, provocando sua morte.

No julgamento de hoje, conforme sentença proferida pelo Juiz de Direito Dr. Clairton Mário Spinassi, os três réus foram condenados por homicídio qualificado, utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima.

Everton Victor da Silva, foi condenado a 12 anos de prisão, o mesmo ocorrendo com Sidmar de Souza Santos. Já Paulo Cesar de Souza, teve sua condenação fixada em 12 anos e 6 meses de reclusão, por ser reincidente.

Todos deverão cumprir suas penas em regime fechado, sendo negado a eles o direito de recorrer em liberdade.

Por maioria de votos, o Conselho de Sentença também entendeu que a testemunha Neri Lopes de Oliveira, cometeu crime de falso testemunho durante o julgamento. Diante dos fatos, ele foi autuado em flagrante pelo crime cometido e entregue à autoridade Policial. Neri, que já estava preso na cadeia pública de Marechal Rondon, estaria prestes a conseguir o benefício da progressão de regime, mas este direito pode ser agora interrompido em razão do falso testemunho no julgamento desta quarta-feira.

A sessão de julgamento do Tribunal Popular do Júri foi iniciada às 9 horas, sendo encerrada somente por volta das 21 horas.

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Fonte: Rádio Educadora
Foto: Portal Rondon