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Foi encerrada somente por volta das 20 horas de ontem (25), a sessão de julgamento do Tribunal Popular do Júri da comarca de Marechal Cândido Rondon, que levou ao banco dos réus os jovens Alexandro da Rosa, de 23 anos e Vando Clair Kuhn, de 22 anos de idade. Os trabalhos conduzidos pelo Juíz de direito Dr. Clairton Mario Spinassi foram abertos às 9 horas da manhã.

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Os réus foram acusados de um duplo homicídio consumado e uma tentativa de homicídio, fatos ocorridos no dia 17 de março do ano passado, na Rua das Andorinhas, no Bairro São Francisco, em Marechal Cândido Rondon. Alexandro da Rosa, utilizou uma pistola calibre 9 milímetros e matou Lucas Eduardo de Lima, de 17 anos, que era seu primo. A mãe de Lucas, Helena Olga de Lima, também acabou sendo baleada e morreu dentro da casa.

Rodrigo Gonçalves, que também estava no local do crime foi atingido por um tiro no braço, mas conseguiu fugir. Os crimes teriam sido motivos por desentendimentos relacionados a venda de uma motocicleta.

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Alexandro da Rosa, fugiu do local em uma motocicleta que estava sendo pilotada por Vando Clair Kuhn, que acabou sendo indiciado como co-autor. Os dois acabaram sendo presos depois dos crimes.

Conforme o resultado do julgamento de hoje, o Conselho de Sentença, rejeitou por maioria de votos, a tese de legítima defesa apresentada pelo advogado do réu Alexandro da Rosa. Com isso, ele foi condenado por dois homicídios qualificados e uma tentativa.

Conforme a sentença proferida pelo Juíz Clairton Mario Spinassi, o réu era primário e o único atenuante a seu favor foi a confissão dos crimes. Alexandro da Rosa acabou sendo condenado a uma pena total de 23 anos e 3 meses de reclusão.

Já em relação a Vando Clair Kuhn, os jurados rejeitaram a tese de que ele não teria participado dos crimes e o jovem acabou sendo considerado “réu participe”, já que aderiu a conduta de Alexandro. Vando recebeu uma pena que totalizou 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.

As penas dos dois réus devem ser cumpridas em regime fechado em uma das penitenciárias do Paraná, sendo negado o direito de recorrer em liberdade.

Além dos 40 anos de cadeia, eles também terão que pagar indenização aos herdeiros, no valor de 6 mil e 700 reais para cada uma das vítimas.

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Fonte: Portal Rondon