A situação caótica verificada ao longo dos últimos anos na cadeia pública de Marechal Cândido Rondon tornou-se insustentável e uma “Ação Civil Pública” a ser ajuizada pelo Ministério Público pedirá sua interdição.

Não é novidade para ninguém que a cadeia pública local enfrenta o gravíssimo problema da superlotação carcerária, pois a área destinada foi construída para abrigar 18 detentos e atualmente estaria servindo de moradia para 142 presos.

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Além dos problemas internos que atingem diretamente os presos, incluindo as condições de vida desumanas, os reflexos da estrutura construída na área central da cidade atingem toda a comunidade.

As fossas não suportam a demanda e, mesmo com a Prefeitura providenciando a remoção de dejetos diariamente, a situação provoca fedor insuportável e motiva revolta de moradores e empresários estabelecidos nas proximidades.

A Vigilância Sanitária realizou no último mês de junho uma vistoria completa na área da carceragem e sugeriu ao Ministério Público e ao Poder Judiciário da Comarca que a cadeia pública local fosse interditada.

Autoridades municipais encaminharam uma série de reivindicações ao Estado para tentar amenizar o “caos”, contudo, todos os encaminhamentos tomados até agora não passam de meras promessas.

Ontem a tarde o promotor de Justiça da Comarca de Mal. Cândido Rondon, Tiago Trevisoli Justo, informou que pretende ajuizar uma “Ação Civil Pública” contra o Governo do Estado pedindo a interdição do cadeião.

O representante do Ministério Público também deverá pedir que seja providenciada a transferência dos detentos provisórios para outras unidades, assim como a dos presos condenados em definitivo ao sistema penitenciário.

Na “Ação Civil Pública” será requerida ainda pelo Promotor Tiago a proibição do ingresso de novos detentos no local e a indicação de um novo espaço para abrir o setor carcerário no município.

Essa solicitação já foi feita inúmeras vezes por representantes políticos do município, porém, ao invés de garantir a construção de uma nova cadeia, o Estado prometeu tão somente um presídio em regime semiaberto para atender toda a região.

O projeto foi rejeitado por não atender as necessidades do município, o qual deverá ser agraciado com uma “Delegacia Cidadã”, que, da mesma forma, não vai resolver os problemas carcerários existentes há muitos anos.

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Fonte: Gladiston Pacheco/Rádio Difusora do Paraná