Reunião da CPI das Pedras na manhã desta sexta-feira (17), no Poder Legislativo (foto: Cristiano Viteck)
ad

Os vereadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a execução de obras de pavimentação poliédrica por parte da Prefeitura desde janeiro de 2017 até a presente data, definiram na manhã de hoje (17) a distribuição dos cargos. A CPI das Pedras, como ela é denominada, passa a ter como presidente Adriano Backes, relatora Maria Amália Ritt Haab e membro Valdir Port (Portinho).

Maria Amália, vereadora suplente, ocupa interinamente a relatoria, uma vez que no próximo dia 24 Arion Nasihgil conclui a licença de 30 dias e reassumirá o cargo no Poder Legislativo e, assim, também a função de relator na CPI.

Conforme Adriano Backes, além da definição dos cargos, na reunião desta manhã foi feita a solicitação de cópias de documentação sobre as licitações investigadas. Isso inclui os apontamentos que já produzidos pelo Tribunal de Contas do Paraná à Prefeitura rondonense; cópia dos editais e contratos firmados entre a empresa investigada e o Município desde 1º de janeiro de 2017 até a presente data, inclusive dos processos licitatórios em que a mesma participou, mas não saiu vencedora.

Também foi decidido que o vereador Josoé Pedralli, autor da denúncia que originou a CPI das Pedras, será oficiado para prestar mais informações sobre o caso.

Conforme foi denunciado, o vereador Nilson Hachmann é acusado de utilizar empresa que, em tese, pertence ou é representada por ele para participar de licitação de obras promovidas pela Prefeitura, o que é proibido por leis federal e municipal.

A CPI, desta forma, pretende apurar se houve ou não tráfico de informações, influência ou vantagens concedidas pela Prefeitura à referida empresa.

A denúncia já originou, além da CPI das Pedras, um processo disciplinar contra Nilson Hachmann na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar do Poder Legislativo, que poderá levar à cassação do mandato do vereador.

Na quarta-feira (15), Nilson Hachmann e outras quatro pessoas foram presas preventivamente em operação do GAECO, que também investiga se houve fraude nas licitações vencidas por empresas que estaria em nome de laranjas, mas seriam de propriedade do vereador.

Conforme o presidente da CPI das Pedras, vereador Adriano Backes, a prisão de Nilson Hachmann não interfere no trabalho da comissão, que pretende concluir as investigações no prazo regimental de 60 dias.

Portal Guaíra via Assessoria


CLINICA SALUTAR