Depois de 82 dias desde o sumiço da empresária Edna Storari a Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon concluiu o inquérito policial.

O delegado Rodrigo Baptista falou sobre os dias de investigações intensas desde o comunicado do sumiço de Edna.

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A empresária desapareceu no dia 20 de setembro, mas isso só foi comunicado no dia 27 do mesmo mês. Com isso, muitas provas se perderam, conforme explica o delegado, o que dificultou as diligências.

De acordo com Rodrigo, no dia 19 de setembro, a vítima se encontrou com uma amiga em uma praça da cidade. Esse foi o último lugar que ela foi vista com vida por um terceiro.

O delegado relata, que a vítima enviou mensagens a mulher relatando discussão com o companheiro por motivos banais. No dia seguinte, por volta das 7h55, ela enviou um vídeo. A polícia acredita que essa foi a última mensagem com vida.

As filhas da mulher, que moram próximo Umuarama também receberam mensagens por volta das 11h. No entanto, a polícia acredita que elas não foram enviadas por Edna, devido aos erros e a forma da escrita.

O delegado explica que a morte da empresária aconteceu entre 9h30 e 11h do dia 20 de setembro. No celular do companheiro da vítima, acusado do crime, havia mensagens dele para o filho para “fazer o combinado”.

Rodrigo detalhou sobre a ação. Em que o homem pede para que o filho esteja no local por volta das 9h30 para carregar algo na Van, porém, o rapaz não vai ao local no horário combinado.

Pelas análise de imagens, a ação foi realizada entre 19h e 20h, onde foi realizado o carregamento. A Polícia acredita que seja o corpo da vítima.

O delegado ainda explica, que o companheiro de Edna pediu para que vizinhos apagassem as imagens de segurança, em determinados momentos, alguns foram ameaçados.

Sobre o interrogatório, Rodrigo explica que o acusado mantem a primeira versão, de que a vítima foi viajar e que retornaria em 40 dias.

Durante as investigações , foram averiguadas contradições nas falas dos possíveis envolvidos no crime, principalmente na questão do relacionamento com a vítima. Conforme informado, não havia uma relação amistosa. A vítima não gostava que os filhos do suspeito dirigissem as vans, o que aconteceu após o crime, conforme relatou o delegado.

Rodrigo Baptista falou também o que pode ter motivado o crime. De acordo com ele, processo de separação do casal e o envolvimento de toda a situação da empresa pode ter motivado o crime.

Acredita-se, que o feminicídio tenha sido premeditado, não com data marcada.

Edna estava em uma união estável com o acusado há 8 anos.

Agora o processo será encaminhado ao Ministério Público e em cinco dias a denúncia deve ser oferecida à Justiça.

Portal Guaíra com informações da Catve