(Foto: Raquel Ratajczyk/OP)

O campus de Marechal Cândido Rondon da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) recebe, a partir desta quarta-feira (03), aproximadamente 1,1 mil estudantes, entre acadêmicos com aulas presenciais e alunos atuantes em projetos de pesquisa e extensão.

Cerca de um ano e oito meses após a suspensão do ensino presencial em decorrência da Covid-19, o início do ano letivo de 2021 é marcado por um processo gradativo de retorno às aulas presenciais.

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Até o momento, apenas atividades de pesquisa e extensão contavam com atividades presenciais, seguindo todos os protocolos de biossegurança.

“O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão flexibilizou a possibilidade de retornar as atividades presenciais, sobretudo as aulas. No campus de Marechal Rondon, os colegiados ouviram os acadêmicos e ponderaram sobre a possibilidade de retorno”, relembra o diretor do campus rondonense, Davi Félix Schreiner.

A partir das deliberações, seis cursos, entre os dez ofertados na Unioeste em Marechal Rondon, optaram pelo retorno presencial. São as graduações de Geografia, Educação Física – bacharelado, Educação Física – licenciatura, História, Ciências Contábeis e Administração. “Esses retornam agora e os demais cursos voltam na sequência ou a partir do dia 24 de janeiro”, declarou ao O Presente.

Primeiro do Paraná

Repleto de expectativas, o diretor de campus assegura que os protocolos de biossegurança necessários ao bem-estar dos acadêmicos, professores e funcionários serão seguidos à risca no retorno presencial. “Marechal Rondon, pela proporcionalidade, é o primeiro campus em nível de Estado a voltar presencialmente, levando em consideração índices de contágio, condições dos ambientes internos, planejamento estratégico e adoção de mecanismos previstos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e pela ordem interna de serviço da Unioeste”, enaltece.

O momento, segundo ele, é de comprometimento entre a comunidade acadêmica para que o retorno aconteça de maneira segura. “Agradeço a docentes, funcionários e acadêmicos comprometidos com a instituição. Nesse momento é preciso querer ajudar, porque se trata de um momento atípico e excepcional. Faremos isso com excelência, iniciaremos gradativamente e tenho certeza que o ambiente universitário vai novamente se constituir por alegria, compromisso, zelo pela instituição, respeito pelos colegas, solidariedade e espírito de auxílio mútuo”, destaca.

Protocolos

Entre as medidas tomadas, Schreiner antecipa que as salas já estão preparadas e que turmas com mais de 40 alunos terão aulas em ambientes maiores para manter o distanciamento. Além disso, o diretor ressalta que todas as entradas e as salas de aula estão equipadas com álcool gel. “As equipes de limpeza estão orientadas a fazer a higienização sempre que necessário, pelo menos três vezes ao dia. A direção tem feito uma ampla divulgação com cartazes orientando sobre o uso de máscara, álcool gel e a manutenção do distanciamento entre os alunos. Os professores também cumprirão um papel essencial, pois estão em contato direto com os acadêmicos”, frisa.

Hoje (02), menciona o diretor de campus, os trabalhos seguem a toda na universidade com a instalação de mais totens de álcool gel.

Restaurante Universitário da Unioeste funcionará com entrega de marmitas em Marechal Rondon

Com o retorno gradativo do ensino presencial, o Restaurante Universitário (RU) da Unioeste de Marechal Rondon voltará a funcionar de forma alternativa. A princípio, o RU iniciaria suas atividades apenas no dia 1º de fevereiro de 2022, porém, conforme nota pública, “diálogos decorrentes das reuniões entre diretores de campus e o reitor possibilitaram o retorno antecipado”.

De acordo com Schreiner, chegou-se à alternativa de ofertar alimentação de forma segura por meio de marmitas. “Muitos alunos necessitam de apoio na alimentação para continuar na universidade. Seria difícil colocar à disposição a abertura total do Restaurante Universitário e, por outro lado, precisávamos apoiar esses acadêmicos. Em negociação com a reitoria e a empresa, possibilitaremos a entrega de marmitas a esses alunos a partir de quinta-feira (04). O levantamento sobre a quantidade de marmitas será feito na quarta-feira e acontecerá dia a dia para que não sobre alimentação, atendendo a todos que tiverem necessidade”, afirma.

Trabalho voluntário

Devido a dificuldades da empresa para contratar funcionários e da menor quantidade de alunos que frequentarão o RU, a direção geral do campus rondonense contribuirá com a organização de grupos voluntários para o levantamento, a cada dia, da quantidade de marmitas necessárias para o dia seguinte.

Somente para acadêmicos

Em um primeiro momento, as marmitas serão destinadas exclusivamente aos alunos com aulas presenciais e, excepcionalmente, professores e funcionários não serão atendidos, expõe o diretor de campus. “Apesar da repactuação do contrato com a elevação do valor da alimentação, os estudantes continuarão pagando R$ 2,50 em novembro e dezembro. Diante do aumento dos produtos alimentícios, dos custos de produção, de salários, infelizmente, o preço total teve de ser reajustado para R$ 10,30, mas a universidade cobre a diferença”, frisa Schreiner.

Estudantes que residem em Marechal Rondon poderão retirar a marmita e almoçar em suas casas, explica. “Aqueles que dependem de ônibus e viajam para outros municípios poderão fazer a alimentação no próprio RU. Já estamos organizados com voluntários para atender essa demanda”, antecipa.

Retorno total dia 24 de janeiro

A partir do dia 24 de janeiro de 2022 o Restaurante Universitário volta a atender toda a comunidade acadêmica, salienta o diretor do campus rondonense. Ainda não há informações sobre o reajuste do valor a ser pago pelos estudantes no próximo ano. “Alguns alunos enfrentam condições socioeconômicas difíceis e o valor da refeição faz muita diferença para que tenham condições de permanecer na universidade. Qualquer mudança em relação ao que os acadêmicos pagam é bastante importante e quem define este valor é o Conselho Estudantil, que deve abordar esse assunto e definir se mantém o valor ou se o amplia em função daquilo que a universidade pode e tem condições de subsidiar na alimentação dos estudantes”, explica Schreiner ao O Presente.

As informações são do O Presente