Após a descoberta de que Dionathan Celestrino, conhecido como Maníaco da Cruzpor executar as vítimas e deixar o corpo em posição de cruz – já teve um relacionamento com uma menina de Umuarama, houve rumores e hipóteses de que o psicopata poderia estar escondido na região Noroeste do Paraná, depois de fugir da Unidade Educacional de Educação (Unei), de Ponta Porã – MS (392 km de Umuarama), no início do mês.

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A equipe de investigação da Polícia Civil de Umuarama informou que até o momento não se tem informações de quem seja a mulher que, supostamente, teve um relacionamento com o maníaco. Sobretudo, os investigadores acreditam que seria pouco provável que o assino em série estaria no Noroeste do estado, já que o namoro de Celestrino com a umuaramense teria sido há mais de cinco anos.

Antônio Carlos Borges, superintendente da Polícia Civil de Umuarama, afirmou que o assassino não tem motivos para vir a Umuarama, uma vez que não foram localizadas pessoas com qualquer grau de parentesco ou amizade de Celestrino, na cidade e região. “É mais provável que ele [Maníaco da Cruz] tenha fugido para o Paraguai, até porque é uma região mais próxima de Ponta Porã que Umuarama”, destacou Borges.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul não descarta a possibilidade de o maníaco ter fugido para o país vizinho. Dionathan Celestrino, atualmente tem 21 anos, e estava detido na Unei de Ponta Porã, por ser considerado um criminoso de alto risco à sociedade. Ele é acusado de cometer vários crimes no Mato Grosso do Sul, em meados de 2008, quando ainda tinha 16 anos.

Investigadores do Matro Grosso do Sul acreditam que por ter cumprido os três anos de medida socioeducativa destinada a menores infratores e ter completado 21 anos, Celestrino poderia ter sido solto. Ele só era mantido internado por determinação da Justiça, que se baseou em laudos que atestam que o jovem tem problemas psiquiátricos.

Julgamento macabro. A frieza com que Dionathan Celestrino cometeu os crimes ficou marcada na história policial de Mato Grosso do Sul. Ainda adolescente, ele seguia um ritual macabro – uma espécie de julgamento– para decidir pelas mortes das vítimas.

Abordadas aleatoriamente, elas eram interrogadas sobre a crença em Deus e a vida sexual. Celestrino concluía que as pessoas que admitiam crer em Deus, mas que já não eram mais virgens, eram “impuras” e, por isso, deveriam morrer. Ele cometeu três homicídios, duas vítimas eram homossexuais.

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Fonte: Ilustrado