Dionathan Celestrino, de 21 anos, pode ganhar a liberdade
Dionathan Celestrino, de 21 anos, pode ganhar a liberdade

O jovem de 21 anos que ficou conhecido como Maníaco da Cruz pelos crimes que cometeu em Rio Brilhante, a 160 quilômetros de Campo Grande, em 2008, recebeu alta psiquiátrica da Santa Casa nesta quinta-feira (23). A saída dele do maior hospital de Mato Grosso do Sul, no entanto, depende de decisão do juiz Mauro Nering da 1ª Vara Cível de Ponta Porã, que determinou a internação há 20 dias.

Enquanto aguarda a decisão judicial, o maníaco continuará vigiado por três policiais militares em um quarto no quinto andar do hospital, onde está desde que chegou.

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O comandante geral da Polícia Militar no Estado, coronel Carlos Alberto David dos Santos, informou que a situação já foi passada as secretarias estaduais de Saúde e de Justiça.

O chefe do serviço de psiquiatria da Santa Casa, Luiz Salvador, informou que o rapaz teve alta por volta das 17 horas (de MS). Segundo Salvador, a responsabilidade do hospital era analisar se o jovem possui alguma doença psiquiátrica e, após o resultado dos exames ao longo dos 20 dias, o setor apontou que não existem patologias, mas que ele sofre transtornos.

“Agora depende de quem trouxe ele pra Santa Casa para ver qual o destino dele”, disse, destacando que, conforme os exames, o rapaz está apto para deixar o hospital.

Para as autoridades, ele ainda é considerado perigoso, mas, como não há ordem de prisão, ele pode ser solto pela justiça a qualquer momento. Por enquanto, ele fica na Santa Casa de Campo Grande, com escolta policial, aguardando a liberação da Justiça.

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O caso

O Maníaco da Cruz já havia cumprido três anos de medida socioeducativa pela morte de três pessoas em Rio Brilhante. Em 2008, aos 16 anos, o rapaz cometeu os crimes em que, segundo informações da Polícia Civil, as investigações apontaram que as vítimas eram obrigadas a responder a uma série de perguntas sobre o comportamento sexual delas. O jovem então assassinava aquelas que ele julgava impuras. Após o crime, os corpos eram colocados em sinal de crucificação.

Desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinaram, no dia 1º de março de 2012, que ele fosse encaminhado a uma instituição psiquiátrica. No dia 3 de março, ele fugiu da Unei, em Ponta Porã. O rapaz foi recapturado em Horqueta, no departamento de Concepción, no Paraguai e levado para Ponta Porã. No dia 1º de maio, o jovem foi transferido para Campo Grande e levado para a 7ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, onde permaneceu até a transferência à Santa Casa.

Fonte: G1