Dionathan Celestrino, conhecido como Maníaco da Cruz, foi preso no final de semana na cidade de Horqueta, distante 160 KM de Pedro Juan Caballero, fronteira com a cidade de Ponta Porã, cidade em que ficou preso há quase 4 anos, na UNEI Mitaí.

Falando ao jornalista Júlio Valenzuela da Rádio Amambay AM, e reproduzida no Programa FM em Noticias da Rádio 91.5 FM Cerro Cora, Dionathan disse que estava morando em Horqueta a aproximadamente 3 meses, sendo que no mesmo dia em que conseguiu a sua fuga da UNEI de Ponta Porã ligou de um telefone público para um amigo que havia conhecido dentro da unidade e pediu apoio para fugir da cidade. Este amigo, que ele não quis identificar, arrumou um veículo e o levou direto para a cidade de Horqueta, onde se hospedou na pensão em que foi preso. Dionathan não quis informar quem arrumou dinheiro, usado tanto para a sua fuga como também para se manter na cidade até arrumar emprego.

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Questionado se seus familiares ajudaram na fuga, ele informou que não e que não havia entrado em contato com a sua mãe até aquele momento.

“Eu completei três anos de cárcere em 2012 e agora tenho 21 anos. Esperei o Estado buscar pra mim uma clínica onde eu seria internado, porem não arrumavam essa clínica e assim queriam que eu ficasse esperando e eu fui cansando e por isso resolvi fugir e seguir minha vida de outra maneira”, afirmou Dionathan Celestrino.

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Em outro momento, o jovem disse que desde que fugiu da UNEI ele perdeu o contato com Brasil e começou uma nova vida naquela cidade, fazendo novas amizades, estava aprendendo Espanhol e Guaraní e que iria se preparar para fazer faculdade, quem sabe até medicina.

“Nunca pensei em retornar a Rio Brilhante (local onde cometeu os três assassinatos), minha vida iria seguir aqui mesmo, queria mudar de vida, ter uma nova vida, mas gostaria muito de encontrar minha mãe, e estava fazendo bons amigos por aqui e minha vontade era mudar de vida” disse Dionathan.

Perguntado se tinha vontade de voltar a matar, Dionathan disse firmemente que não, dizendo ainda que todas as noites saía com amigos e amigas, tomava tereré, ia na academia sem nenhum problema, chegou até a comprar um aparelho de celular e uma amiga arrumou um chip para ele onde navegava na internet e ficava sabendo das coisas do Brasil.

A prisão de Dionathan Celestrino:

A prisão aconteceu por causa que Dionathan foi reconhecido por um casal de brasileiros, que pediram para manter anonimato, no momento em que tomavam sorvete em uma lanchonete próximo ao lava jato que Dionathan trabalhava e imediatamente após reconhecerem o ‘maníaco’ avisaram a Policia local através do comissário da Policia Nacional, Juan Escurra, que deu início as investigações até culminar com a prisão nas primeiras horas da manhã de sábado, sendo que neste momento Dionathan apresentou um certidão de nascimento falsa com outro nome afirmando ainda que não devia nada a justiça Brasileira.

No entender do Comissário Escurra, como Dionathan não possuía documentos da imigração para entrar no Paraguai, foi preso por estar ilegalmente no País, sendo trazido pelas forças Policiais para Pedro Juan Caballero, onde foi expulso e entregue as autoridades brasileiras no início da noite de segunda-feira (29).

Após passar pela sede da Policia Federal onde prestou depoimento, foi encaminhado até a sede do 2º DP a cargo do Dr.Alexandre Amaral Evangelista e dois agentes da Policia Civil.

Falando a TV Morena na manhã desta terça-feira, o Superintende das Uneis no Mato Groso do Sul, Hilton Vilassanti, disse que: “A situação de Dionathan Celestrino está muito clara judicialmente, ele está interditado judicialmente e por uma decisão judicial ele terá que ser internado para receber este tratamento e isso será feito tão logo ele seja entregue as autoridades” , afirmou.

Todas as medidas para interná-lo estavam sendo tomada pelo governo do estado, através da secretária de Justiça, então a solução para o caso de Dionathan está próxima, inclusive alguns estados foram consultados para recebê-lo para fazer este tratamento determinado pela justiça.

Enquanto este encaminhamento não é feito, o poder judiciário do Mato Grosso do Sul irá determinar , nesta terça-feira, para onde ele será transferido, inclusive pela segurança do próprio Dionathan, pois ficou claro na tarde de segunda-feira (29) que por onde ele passa cria-se um clima negativo, então tem que se ter cuidado para garantir sua segurança.

Vilassanti disse que o artigo 121 do ECA (Estatuto da criança e do adolescente) diz que em hipótese alguma a internação excederá a três anos e ele já estava a quatro anos dentro de uma unidade de Internação; a liberação será compulsória aos 21 anos, ele tinha mais de 21 anos.

Segundo ele, Dionathan é algo su-generis nessa questão criminal, sendo que os adolescentes do estado situa-se na faixa ate 21 anos, mas com perfil acentuado no furto e no roubo, mais pela questão da dependência química.

Assassino em série – O primeiro a morrer foi o pedreiro Catalino Gardena, que era alcoólatra. O crime foi em 2 de julho de 2008. A segunda vítima foi a frentista homossexual Letícia Neves de Oliveira, encontrada morta em um túmulo de cemitério, no dia 24 de agosto.

A terceira e última vítima foi Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada morta seminua em uma obra, no dia 3 de outubro. Dionathan foi apreendido no dia 9 de outubro, seis dias após o último assassinato.

Assista o vídeo com a entrevista do Maníaco da Cruz

Fonte: ConesulNews