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A comunidade de Guaíra está preocupada com os rumos que a administração pública municipal segue nas últimas semanas. Líderes que acompanham o cenário afirmam que a situação é de caos e de abandono. “Essa foi uma gestão conturbada desde o seu início e neste fim de mandato a situação atinge a esfera do lamentável”, diz o vereador do PT, Almir Bueno.

Conforme Almir, as atitudes comprovam o que ele classifica de falta de comprometimento do prefeito Manoel Kuba (PP) com o município. Um dos aspectos que ressalta é quanto a uma medida no mínimo incoerente. Ele se refere à licitação de uma obra pública – Centro de Educação – de mais de R$ 900 mil – e a contratação, por cerca de R$ 400 mil, de uma empresa terceirizada para a análise de passivos do INSS.

“Para quem precisa economizar e tem feito cortes em áreas essenciais, esses investimentos em fim de mandato soam no mínimo incoerentes”, conforme o vereador, um dos reeleitos na eleição de 7 de outubro. Na tentativa de conter gastos, o governo municipal adotou o turno único e baixou uma série de medidas que, segundo líderes locais, causam transtornos à comunidade.

As unidades de saúde, conforme Almir, atendem apenas casos de emergência e, diante da carência do setor, o atual transfere para o próximo governo, que será assumido por Fabian Vendruscolo (PT) em 1º de janeiro, uma série de pendências. A prefeitura também dispensou estagiários que atuavam na área da educação justamente nas últimas semanas do ano letivo e cria transtornos aos professores. Dias atrás, os ônibus do transporte escolar ficaram parados em função da falta de pagamento ao posto de combustíveis que abastece a frota municipal.

Há problemas também na qualidade dos serviços da coleta do lixo urbano, na manutenção da malha viária e ocorreriam ainda atropelos para a conclusão de quatro grandes obras em dezembro. “A fiscalização do andamento dos cronogramas parece não ocorrer como deveria”, suspeita Bueno. Outra informação é de que o prefeito Manoel Kuba tem ficado pouco no município e, por isso, as respostas que a comunidade cobra não são dadas. Exemplo disso foi a impossibilidade de O Paraná de conseguir a versão do gestor para as informações aqui apresentadas.

O município parou

Quem também lamenta a situação das áreas públicas de Guaíra é a vereadora Franciele Danelon (PT). “O município simplesmente parou. Não entendo que a perda de uma eleição deva ser tratada dessa forma por quem está no poder, porque as consequências vão atingir a comunidade, como tem ocorrido”. Franciele conta o caso da mãe de uma jovem que precisa se submeter a uma cirurgia de reconstrução facial. Em função do corte de passagens a doentes, ela corre o risco de perder o procedimento, já agendado em um hospital de Curitiba. Na educação, o quadro também é de dificuldades e quase nada de material de reposição tem chegado às escolas. A vereadora discorda da atitude do prefeito Manoel Kuba em evitar o processo de transição administrativa. “Fabian (Vendruscolo, prefeito eleito) está com a equipe montada há 20 dias e não recebe sequer satisfações do gestor quanto ao início dos trabalhos para a mudança de governo”.

Fonte: Jean Paterno – O Paraná


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