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As chuvas registradas ontem e as previstas para hoje em toda a região amenizam de forma expressiva as condições no campo. Segundo o técnico do Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento) de Cascavel. J. J. Pertille, elas mudam o perfil das lavouras e os problemas enfrentados até então em mais de um milhão de hectares cultivados com soja, milho e feijão em 48 municípios do Oeste.

Segundo ele, para estabilizar o desenvolvimento depois de uma estiagem de 20 dias conciliada a temperaturas acima dos 35ºC, novas chuvas seriam bem-vindas em dez dias. “Isso colocaria o ciclo, tanto do que está em floração quanto do que ainda está em desenvolvimento vegetativo, dentro do ideal para a época”, reforçou.

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Por outro lado, os quase 30 milímetros registrados ontem no Oeste não serviram para a recomposição do leito do rio Paraná. O rebaixamento do lago de Itaipu na região de Guaíra já pode ser classificado pelos pescadores como catastrófico. “Essa é a menor vazão dos últimos seis anos. Nem em janeiro passado foi assim. São aproximadamente 250 pescadores dos quais 150 embarcações tiveram perda total nos cascos”, relata preocupado o presidente da Colônia de Pescadores Z 13, de Guaíra, José Cirineu Machado.

Os prejuízos começam a ser calculados a partir de agora e somente na próxima semana o grupo terá um posicionamento sobre os reflexos financeiros disso.

Além das dificuldades para atracar os barcos, outro agravante é o excesso de calor provocada por temperaturas muito próximas dos 40ºC. “Os cascos estão destruídos e isso está gerando muitos prejuízos. A situação está realmente muito preocupante”, pondera.

No porto, a balsa que vem de Salto Del Guairá, no Paraguai, para Guaíra tem tido dificuldades para atracar e esse seria um dos motivos pelos quais as travessias diárias, que já são escassas, estão praticamente nulas.

Fonte: Juliet Manfrin – O Paraná

Fotos: Aline Cristina