ad

Pouco antes da morte da família brasileira que estava em um apartamento em Santiago, no Chile, na quarta-feira (22), a mãe de duas das vítimas morreu de câncer em Florianópolis, capital catarinense. Parentes que estavam no Brasil chegaram a comunicá-los por telefone sobre a morte dela, mas perderam o contato com o grupo logo em seguida.

Ainda segundo familiares, os dois casais e os dois adolescentes chegaram a relatar, durante a ligação, que estavam todos passando mal. Logo depois, os parentes no Brasil não conseguiram mais falar com eles. Bombeiros chilenos suspeitam que um vazamento de gás tenha causado as mortes.

-------------- Notícia continua após a publicidade -------------

O advogado da família catarinense, Mirivaldo Aquino de Campos, chegou a dizer que iria resolver a cremação da mãe antes de providenciar o translado do Chile.

O prefeito do município de Biguaçu, cidade natal de parte da família, decretou luto oficial de três dias. “É uma tragédia sem igual, a família querida, conhecida. A mãe faleceu ontem. A família foi dar notícia pra filha e aí descobre que a família toda lá também faleceu. É um negócio que ninguém acredita”, disse o prefeito Ramon Wollinger.

“É o momento de prestar o apoio necessário para a família, toda a questão de logística, e confortar essa família que foi uma tragédia muito grande”, completou o prefeito.

A amiga da família e fotógrafa Amanda Silva Rosa contou durante a cerimônia de despedida de Iete a dificuldade dos parentes em lidar com a situação. “Só aqui é um valor muito alto com o velório da dona Iete. A família está pedindo socorro”, disse.

A mesma amiga conta como foi o momento de contato de Débora com os familiares. “A Débora entrou em contato com a família e foi a última a falecer. Mas ela viu todos morrerem. Ela achou que eles estavam tendo uma crise convulsiva. O pequeno de 13 anos ele estava totalmente roxo. Ele conseguiu mandar foto do marido. Mas a gente deletou porque foi muito forte”, afirmou a amiga.

Morte no Chile
Bombeiros chilenos suspeitam que um vazamento de gás tenha causado as mortes. O prédio, no Centro da capital chilena, foi esvaziado durante as operações.

A identidade dos seis brasileiros encontrados mortos em um apartamento em Santiago, no Chile, foi informada nesta quinta-feira (23) por uma parente e um advogado da família. Cinco das vítimas eram catarinenses e uma, goiana.

As vítimas são:
Fabiano de Souza, 41 anos (Pai dos adolescentes e marido de Débora. Ele trabalhava como pedreiro e pescava para complementar a renda);
Débora Muniz Nascimento de Souza, 38 anos (Mãe dos adolescentes e mulher de Fabiano. Ela trabalhava como professora)
Karoliny Nascimento de Souza, 14 anos (Filha de Fabiano e Débora. Ela completaria 15 anos nesta semana e estudava no 1º ano do ensino médio, em Florianópolis)
Felipe Nascimento de Souza, 13 anos (Filho de Fabiano e Débora. Ele estudava no 9º ano do ensino fundamental, em Biguaçu)
Jonathas Nascimento, 30 anos (Catarinense, irmão de Débora e marido de Adriane, que residia em Hortolândia. Ele era chefe do Departamento Pessoal do Instituto Adventista de Tecnologia e estava de férias)
Adriane Kruger (Goiana, mulher de Jonathas e morava em Hortolândia)

Portal Guaíra com informações do G1