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Uma funerária em Jaú (SP) criou um projeto que procura resgatar as histórias das pessoas que já morreram na cidade. Um ladrilho com QR Code será fixado nos jazigos e, através dele, será possível acessar uma página na internet com informações sobre o falecido.

Um dos proprietários da Funerária Jauense, Guilherme Izatto, conta que a iniciativa surgiu a partir da necessidade de reviver a cultura do cemitério, estimulando a visita das pessoas ao local, para homenagear as pessoas queridas que já morreram.

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“Esse costume de ir ao cemitério está acabando a cada ano que passa. Quem sabe isso é um jeito de deixar isso vivo? Um neto que não conheceu o bisavó vai poder ver a foto, a história dele”, conta o proprietário.

Neste sábado (2), Dia de Finados, o Cemitério Ana Rosa de Paula vai receber um evento em comemoração ao Dia de Finados, com a inauguração do projeto dos QR Codes. O local é considerado um “museu em céu aberto” e guarda muitas histórias e verdadeiras obras de arte.

Durante a manhã, o Grupo NecroPollis, em parceria com a funerária e a Secretaria de Cultura, vai promover uma visitação no cemitério, contando histórias de personalidades importantes da cidade, que estão enterradas no local.

Alguns exemplos são o primeiro imigrante, o primeiro sapateiro, o criador do chuveiro elétrico e o próprio Criolando, personagem de uma lenda famosa que intriga moradores da cidade.

Segundo um participante do grupo, André Ricardo da Silva, o NecroPollis ficou responsável por criar os textos com as histórias dos falecidos, que estarão disponíveis através dos QR Codes.

Além disso, eles vão estar vestidos como os personagens e vão ajudar a divulgar a novidade do cemitério, compartilhando algumas curiosidades sobre as figuras que representam.

De acordo com o Guilherme, o evento também vai disponibilizar uma tenda, na qual as famílias poderão se inscrever para colocar o código com as informações de um ente querido no túmulo dele.

A família poderá ter uma página do túmulo no site da funerária e alimentá-la com fotos e homenagens. Segundo Guilherme, ainda não há um custo estimado para o serviço.

Acima de tudo, o projeto é uma maneira de manter viva a história da pessoa falecida, através das fotos, homenagens e lembranças de amigos e parentes.

“Foto é uma coisa muito interessante, que te faz voltar no tempo e lembrar do momento. Então a ideia foi mais ou menos isso, aproximar a pessoa do ente querido naquele momento de oração e também deixar a história da família viva”, completa Guilherme.

Portal Guaíra com informações do G1