Produtores rurais de Guaíra e Terra Roxa – no Paraná, além de várias cidades do Conesul, estiveram reunidos no Ginásio de Esportes de Tacuru, no Mato Grosso do Sul, para debater os impactos da demarcação indígena na região.

No município de Tacuru, 71 mil hectares podem ser transformados em terras indígenas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) .  “Nesta área residem hoje 500 famílias, sendo 300 famílias de pequenos produtores pertencentes a dois assentamentos”, diz Maria Neide Casagrande, presidente do sindicato rural local.

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Apesar da preocupação do Ministro da Justiça Eduardo Cardoso, a FUNAI, subordinada à pasta, segue realizando estudos para a demarcação de novas terras indígenas em regiões de agricultura e pecuária consolidadas há pelo menos meio século e com os títulos regularizados no sul do Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e norte do Rio Grande do Sul.

Três ônibus lotados de agricultores, familiares e amigos, além de Vans e caminhonetas, seguiram em carreata de Guaíra até a cidade de Tacuru/MS.

A concentração, marcada para as 14h, em um posto de combustíveis, reuniu centenas de pessoas. O movimento, organizado pelo Sindicato Rural de Tacuru, percorreu a região central e bairros e culminou com a audiência pública no ginásio de esportes municipal, e foi coordenado por autoridades locais, regionais e estaduais.

Também participaram da assembleia pública os deputados estaduais do Mato Grosso do Sul  Zé Teixeira, Mara Caseiro e Lídio Lopes, além de prefeitos da região e presidentes dos sindicatos rurais de Laguna Carapã, Sete Quedas, Porto Murtinho, Iguatemi, Amambai, Tacuru, Ponta Porã, Bela Vista, Itaporã, Vicentina, Fátima do Sul e Dois Irmãos do Buriti.

Com informações do Portal DBO
Fotos: Didi da Master