Problemas envolvendo indígenas na região de Guaíra e Terra Roxa estão cada vez mais acirrados e preocupam as autoridades
Problemas envolvendo indígenas na região de Guaíra e Terra Roxa estão cada vez mais acirrados e preocupam as autoridades

Será agendada pela Polícia Federal para a próxima semana, a partir do dia 7 de janeiro, assim que a Justiça Federal e o MPF (Ministério Público Federal) retornarem do recesso, uma reunião em caráter de urgência na cidade de Guaíra para tratar dos problemas ligados às questões indígenas.

O assunto tem tomado grandes proporções nos últimos meses e no fim do ano passado a Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Governo do Estado denunciou que servidores da Funai (Fundação Nacional do Índio) na cidade estariam incitando os conflitos envolvendo índios e donos de terras invadidas por eles.

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A disputa por terras é hoje um dos principais problemas a serem administrados por lá. São áreas urbanas e rurais ocupadas há pelo menos quatro anos. Somado a isso há a reivindicação de quatro aldeias de Terra Roxa e nove de Guaíra de que não há escolas nas comunidades nem condições básicas de saneamento, água e luz elétrica. Eles denunciam que estariam sobrevivendo em condições subumanas.

A prova de que a situação foge do controle também foi expressada em um documento sigiloso enviado recentemente pelo comando do 19º Batalhão da Polícia Militar de Toledo, com abrangência em Guaíra, de que a PM estaria evitando mediar conflitos envolvendo índios. O motivo é o risco de enfrentamento entre indígenas e policiais.

Há ainda fortes suspeitas de que parte desses grupos, sobretudo os que residem às margens do rio Paraná, próximo à fronteira com o Paraguai, teria ligação com o tráfico de drogas e o contrabando.

Problemas a serem administrados

Segundo o delegado-chefe da Delegacia da Polícia Federal em Guaíra, Reginaldo Batista, o assunto precisa ser tratado com urgência antes que haja enfrentamentos e a situação não possa ser controlada. “O objetivo dessa reunião é debater quais alternativas podem ser adotadas para evitar esses conflitos e resolver os problemas”

O assunto também já foi tratado previamente com o prefeito recém-empossado de Guaíra, Fabian Persi Vendrúsculo (PT).

Hoje vivem naquela região aproximadamente 2,6 mil indígenas e outra denúncia também preocupa. A facilidade que esses grupos teriam para ocupar terras teria atraído outras comunidades indígenas. Com base em denúncias feitas pelo Sindicato Rural Patronal de Palotina, há índios vindos do Paraguai e do Mato Grosso do Sul.

Fonte: Juliet Manfrin – O Parana

Foto: Ailton Santos