Após os índios que ocupam terras no oeste do Paraná exigirem a demarcação de um território de 100 mil hectares, o clima entre eles, os fazendeiros e os prefeitos da região ficou tenso. O outro lado critica a proposta de demarcação, pois tomaria 10% das terras destinadas para agricultura.

Os guaranis dizem que as terras já eram deles no passado e prometem resistir. Já os fazendeiros afirmaram que nunca houve aldeias na região e querem continuar produzindo com tranquilidade nas terras. Eles também alegam que a Fundação Nacional do Índio (Funai) e os caciques estão trazendo índios paraguaios para ocupar terras brasileiras. “Está aumentando índio. Está vindo índio do Paraguai. São paraguaios”, diz um agricultor.

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A Funai já encomendou um estudo para avaliar a demarcação do território almejado pelos índios, mas o trabalho foi interrompido e não há prazo para que seja retomado.

De acordo com a Funai, em Guaíra e Terra Roxa, são 13 áreas ocupadas pelos índios. Contudo, os fazendeiros dizem que são, pelo menos, 16 ocupações em áreas públicas e particulares. “A gente está simplesmente procurando um espaço para a gente prosseguir com a nossa cultura”, assegurou o cacique de uma aldeia.

Segundo a prefeitura de Guaíra, as ocupações começaram em 2006, quando índios de Mato Grosso do Sul e do Paraguai teriam cruzado a fronteira em busca, principalmente, dos programas sociais oferecidos no lado brasileiro.

O prefeito de Guaíra, Fabian Vendruscolo, formou um grupo de trabalho para administrar a situação. Ele vai marcar uma reunião com caciques, representantes da Funai e com fazendeiros para tentar impedir conflitos e encontrar soluções.

Fonte: G1 / RPCTV

Imagens: Coletadas do vídeo da reportagem