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A defesa de Edison Brittes Junior pediu à 1ª Vara Criminal do Foro Regional de São José dos Pinhais, da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, a liberdade do acusado e réu confesso pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas. O pedido foi protocolado no Processo Eletrônico do Judiciário do Paraná na segunda (2). Ele é o único dos sete réus do processo que ainda está preso. Ele está na Penitenciária Central do Estado (PCE).

O pedido, assinado pelo advogado de defesa Claudio Dalledone, pede a reavaliação da prisão preventiva, com base na soltura dos demais acusados e na Lei de Abuso de Autoridade, de 5 de setembro de 2019, que estabelece um novo paradigma sobre a prisão preventiva, que só deve ser decretada quando evidenciado o efetivo dano processual. A defesa ainda propôe comparecimento mensal ao juízo, proibição de ir a bares e casas noturnas e de contato com vítimas e testemunhas do caso, além de recolhimento domiciliar à noute e nos dias de folgas.

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Como está o processo
A juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, revogou em 9 de outubro as prisões de David William Vollero, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King e mandou suspender o monitoramento eletrônico de Cristiana Brittes. A decisão acatou o pedido feito pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) nas alegações finais. No texto, a juíza alegou que a decisão acompanha “novos paradigmas” da Lei de Abuso de Autoridade que, segundo a juíza, “demandaria a substituição da custódia cautelar de tais réus por medidas alternativas”. Em seu despacho, que também mandou retirar a tornozeleira de Cristiana Brittes, a magistrada relata que “mão se teve notícia, pelo menos até o presente momento, de que a ré tenha descumprido alguma das condições a ela impostas, pelo que vislumbro a possibilidade de revogação da medida cautelar de monitoração eletrônica anteriormente aplicada, mantendo-se as demais vigentes, vez que são suficientes e eficazes ao caso em tela”. Com a decisão, apenas o empresário Edison Brittes, que confessou ter matado o jogador, continua preso na Casa da Custódia de São José dos Pinhais.

O MPPR pediu, nas alegações finais, que os sete réus no processo que investiga o assassinato do jogador Daniel sejam levados a júri popular. O Quem decidirá se acata ou não o pedido do MPPR é a juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais. Antes disso, o assistente de acusação, Nilton Ribeiro (advogado que atua em defesa da família de Daniel) tem que anexar ao processo as suas alegações finais. Depois disso, os advogados dos sete réus também apresenterão as alegações finais.

Portal Guaíra com informações do Bem Paraná