Três reféns - que seriam agentes penitenciários - foram levados pelos presos ao telhado (foto: Lis Sayuri/Equipe Folha)

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Depois de um início de tarde relativamente tranquilo, presos da PIG (Penitenciária Industrial de Guarapuava), a cerca de 250 quilômetros de Curitiba, no Paraná, voltaram a agir com violência no fim da tarde de terça-feira (14).

Três reféns – que seriam agentes penitenciários – foram levados pelos presos ao telhado. Um deles foi amarrado em um colchão e os detentos ameaçaram atear fogo, enquanto outro foi rendido com uma foice no pescoço.

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Por volta das 18h, dois reféns foram liberados, entre eles um agente de 35 anos. O carcereiro que estava no colchão segue sob o poder dos rebelados. O agente liberado apresentava uma suspeita de fratura no nariz. Ele será submetido a exames para avaliar a lesão.

Na pauta de reivindicações, segue o pedido de transferência urgente de pelo menos 15 presos, além da garantia de que não haverá represálias quando eles se entregarem.

Erro em transferência

O diretor presidente do Sindarspen (Sindicato Dos Agentes Penitenciários do Paraná), Antony Johnson, apontou um erro na transferência de presos para a PIG. Segundo ele, detentos que estavam em unidades onde foram registradas outras rebeliões foram mandados para Guarapuava.

“A PIG até então era uma unidade modelo. Entendemos que houve um erro nas movimentações do presos. Detentos da PEP II que participaram da última rebelião no Estado foram misturados no local”, destacou.

O representante do sindicato reforçou o pedido da classe ao governador Beto Richa (PSDB) por mais segurança nos presídios. Antony Johnson lembrou que esta é a 21ª rebelião em dez meses no Paraná. 43 agentes penitenciários foram mantidos como reféns em todos os motins.

Três reféns - que seriam agentes penitenciários - foram levados pelos presos ao telhado (foto: Lis Sayuri/Equipe Folha)
Três reféns – que seriam agentes penitenciários – foram levados pelos presos ao telhado (foto: Lis Sayuri/Equipe Folha)

Fonte: CGN/Bonde/Folha de Londrina