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Em noite tensa na Câmara de Vereadores de Guaíra, foi votado nessa segunda-feira (17) o projeto de Lei sobre a prorrogação da doação de terreno ao Governo do Paraná para a construção de uma Cadeia Pública em nossa cidade.

O prefeito Heraldo Trento prestigiou a sessão, assim como o Major do Corpo de Bombeiros do Paraná Ivan Ricardo Fernandes, responsável pelas obras de Segurança Pública do Estado; Capitão Prado, Comandante da 2ª Cia/BPFron em Guaíra.

O Major Ivan fez uso da Tribuna e explicou detalhes sobre a importância da renovação da doação do terreno para a construção da Delegacia Cidadã, que no ano de 2010, na gestão do ex-prefeito Manoel Kuba, foi aprovado por unanimidade.

Segundo ele, o projeto está pronto, foi licitado, já tem uma empresa vencedora e pronta para iniciar as obras. “Mas é importante informar a comunidade que não se trata de uma penitenciária, como estão dizendo pela cidade. Então eu preciso explicar que penitenciária é destinada ao preso condenado, o que não é o caso. A que atende essa região é a de Cruzeiro do Oeste. Guaíra não tem e não terá uma penitenciária!”, afirma.

Ainda conforme o Major Ivan, a cidade de Guaíra já tem uma cadeia pública construída para comportar 60 presos, mas hoje abriga mais de 200. “Eu estive lá e comprovei que em uma cela para 04 presas existem 15 mulheres. No caso da cadeia pública ela é destinada a preso provisório e que foi detido na região de Guaíra, sendo que não existe a possibilidade de um preso provisório ser transferido, de Umuarama ou Cruzeiro do Oeste, por exemplo, aqui para Guaíra. O Ministério Público é o fiscal da lei e não permitiria isso” explica.

Major Ivan solicita aos vereadores para que explique essa diferença entre ‘cadeia e penitenciária’ aos moradores de Guaíra. “É muito importante que a comunidade entenda essa diferença, pois gerou uma repercussão muito grande no município. Guaíra tem uma cadeia com 200 presos e muitas vezes o juiz tem que decidir entre um preso que cometeu um assalto (uso de arma) ou um furto, qual dos dois oferece mais perigo para sociedade e acaba tendo que soltar o que fez o furto por não ter vaga na cadeia pública. Tem comerciantes em Guaíra que foram vítimas de assaltos ou furtos mais de uma vez, porém, o preso acabou sendo solto por não ter vagas, ou seja, o grande problema no Estado hoje, está nas vagas para presos provisórios, que ficam em cadeias e não penitenciárias.” afirma.

Mas mesmo com as explicações e o pedido de aprovação, apenas três vereadores votaram pela manutenção do projeto: João Batista Ilhéus, Carlos Czerwonka e Alécio Moroni.

Votaram contra o projeto: Osvaldino da Silveira, Sandro Sabino Borges, Elza Romoda, Agnaldo Tadeu, Gilmar Soares, Marlene Dallacosta e Sérgio Arruda.

Segundo o regimento da Casa de Leis de Guaíra, quando um projeto é rejeitado na primeira votação ele é encerrado.

Cabe agora aguardar quais serão as tratativas do Executivo guairense ou do Governo do Estado.

Redação Portal Guaíra


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