Na segunda-feira (26), foi realizada na Câmara uma importante reunião para discutir segurança pública. Estiveram presentes a delegada da Polícia Civil Tany do Amarante Razera, os representantes da Polícia Militar Capitão Souza, Sargento Farias e subtenente Amorim, representantes do BPFron tenente Prado e pelo sargento Mauricio, inspetor-chefe da Polícia Rodoviária Federal Cleiton Cortez, além dos vereadores, do prefeito Fabian Vendruscolo e dos advogados da Câmara Juliana Rigolon e do Município João Fernando Grecillo.

A reunião foi realizada a fim de esclarecer dúvidas dos vereadores quanto ao funcionamento do policiamento, patrulhamentos e pedir medidas para combate das últimas ondas de assalto, bem como ouvir as reivindicações e demandas das forças policiais.

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A delegada da Polícia Civil iniciou suas explicações informando o trabalho contínuo que sua equipe tem realizado e os sucessos obtidos na prisão de vários dos responsáveis pelos últimos assaltos na cidade. Dentre as reivindicações dela, estão bloqueadores de sinais de celulares e um espaço adequado para os automóveis apreendidos. A delegada explica que, mesmo com a constante vigilância, sempre são apreendidos celulares dentro da cadeia, o que acaba por proporcionar aos presos contato com o exterior e a continuidade de seus crimes. Por isso, os bloqueadores de sinal são item de primeira necessidade e urgência para coibir que crimes sejam ordenados de dentro da carceragem. Outro problema é a falta de espaço para guardar os carros apreendidos, o que gera o transtorno de deixar os automóveis na rua, atrapalhando os moradores das ruas perto da delegacia, bem como quem transita pela região.

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De forma geral, a principal reclamação está ligada ao efetivo e à necessidade de um pátio. Os representantes da PM reclamam a falta de efetivo como gerador de problemas. Uma vez que existem poucos policiais na cidade e muitas atribuições, o patrulhamento fica prejudicado com um baixo número de policiais, o que resulta também em uma dificuldade para coibir crimes ou fazer blitz. Apenas a Polícia Civil não pediu mais efetivo, porque considera muito difícil conseguir bons policiais para regiões de fronteira. A delegada afirmou que prefere trabalhar com uma equipe pequena, mas bem intencionada, de investigadores sérios.

Uma reclamação recorrente também foi a ausência de um pátio para abrigar os carros apreendidos, seja pela Polícia Militar ou Civil. Para essa demanda, o prefeito Fabian disse estar trabalhando já há alguns meses, sem obter qualquer resposta do Estado, que é o responsável por disponibilizar esse espaço. Na ausência de uma resposta, o prefeito se comprometeu a estudar possibilidades para solucionar esse problema. Uma das soluções é destinar o Estádio Municipal, hoje utilizado pela Polícia Federal. Como o Município doou um terreno para a PF, uma vez que as obras no local estejam prontas, o Estádio vai ser liberado e poderá ser utilizado pela Polícia Militar, Civil ou por ambas. Fabian reconhece que utilizar o estádio gera desgaste no governo, uma vez que muitos reclamam dessa medida, mas ele também entende que a demanda por local para guardar veículos apreendidos é mais importante do que a preocupação com o desgaste político. Mas uma das contrapartidas que o prefeito pede da instituição que for usar o espaço do Estádio é que ela fique responsável pela vigilância desses veículos, já que o Município não pode dispor de seu pequeno efetivo da Guarda Municipal para esse trabalho.

Alguns vereadores perguntaram sobre as formas de patrulhamento e blitz empregadas e sugeriram uma descentralização das blitz. Os representantes policiais informaram que tem trabalhado de forma a realizar blitz diferenciadas, que variem o local e a frequência para evitar que pessoas possam burlar as blitz.

O capitão Souza falou ainda sobre a necessidade de uma reeducação do comerciante, nas palavras dele “orientar as vítimas para não serem vítimas”. O posicionamento dos caixas nos comércios é um dos casos citados pelo capitão, uma vez que em alguns comércios é possível assaltar o caixa sem que um cliente dentro da loja, por exemplo, veja a movimentação. Para ele, é preciso uma mudança da postura do cidadão em relação ao crime, especialmente quanto à participação nas decisões que envolvem segurança. Ele cita exemplos de outras cidades em que a população participa muito mais ativamente de reuniões para discutir segurança pública, enquanto em Guaíra há mais reclamação (o que ele considera válido também) do que participação. O capitão ainda ressalta o importante trabalho que tem sido realizado em parceria com a Polícia Civil e com efetivo da PM de Rondon, que tem resultado em muitas prisões, apreensões, além da diminuição de ocorrências, opinião reforçada pela delegada Tany.

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Os vereadores ainda pediram explicações sobre as denúncias de abusos nas abordagens policiais. A PM explicou que recebeu essas denúncias e já tomou providências, como a transferência de alguns policiais. Uma das reclamações é que, como já há dificuldade em conseguir efetivo, muitas vezes são enviados para cá policiais recém-saídos da academia e ainda muitos imaturos para o trabalho com a população, o que pode gerar excesso. Mas a PM faz questão de reafirmar seu compromisso com a segurança do cidadão, a orientação de seus policiais e a punição de abusos quando eles existirem.

A presidente da Câmara, vereadora Tereza Camilo dos Santos, avaliou positivamente a reunião e a possibilidade de discutir diretamente com o comando das forças policiais de Guaíra os problemas da segurança pública na cidade.

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Fonte: Assessoria