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Uma das principais propostas da nova equipe administrativa é a retomada da geração de emprego no município. Para que isso comece a se tornar realidade, serão necessários investimentos na qualificação da mão de obra. Se restava alguma dúvida com relação a isso, não resta mais. A conclusão pôde ser conferida pelo secretário de Indústria e Comércio, Armando Prata, e pelo vice-prefeito Osmar Volpatto, que estiveram visitando as principais fábricas de confecção do município.

O que eles ouviram foi o que já se sabia de antemão: há vagas para empregos, mas é preciso que a prefeitura invista em cursos de capacitação. Para se ter uma ideia, depois de uma breve análise chegou-se à constatação de que pelo menos 150 pessoas poderiam ser contratadas imediatamente, caso houvesse profissionais disponíveis. “Todas as empresas estão precisando de profissionais. Todas as sete fábricas que visitamos nas zonas urbana e rural foram unânimes em reconhecer a necessidade”, confirma Armando Prata.

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Osmar Volpatto, que já teve a oportunidade de ser secretário de Indústria e Comércio, aposta nos esforços da Escola do Trabalho. “O município quer investir na capacitação. Hoje as empresas precisam de mão de obra qualificada. Se tivermos pessoas com conhecimento fica mais fácil atrair outras indústrias. A ideia é manter o trabalho com as empresas de confecção e investir também em outras áreas. Nesse primeiro momento, estamos fazendo uma visita, levantando uma estimativa e apresentando o novo secretário, que vai dar continuidade aos trabalhos e também inovar em outros setores”, explicou.

Investimento
De acordo com a supervisora da empresa Sonho Mágico (facção 3), Sandra Tesieski, a empresa conta hoje com 67 funcionários, mas poderia contratar pelo menos mais 20 sem titubear. “Difícil até falar em números, pois tendo mão de obra a gente contrata. Não estamos vencendo a produção, estamos terceirizando”, mencionou.

Simone Rodrigues, gerente de produção da unidade industrial da Biojeans, explicou que atualmente a empresa possui entre 65 funcionários, mas existe a possibilidade de contratação de mais 15 ou 20 costureiras. Simone detalhou que realizou treinamentos periódicos dentro da empresa com novos profissionais, mas que agora está impossibilitada, uma vez que treinamento significa o investimento de muitos recursos. “Nós não tivemos apoio nos últimos anos, mas acredito nesta nova gestão, até porque no tempo do Osmar os cursos aconteciam”, lembrou.

A empresa Gabriela Baby passa pelo mesmo caso. Falta mão de obra. “Nós queremos contratar há muito tempo, mas temos um padrão. Com os cursos, o problema se resolve”, opina Vanilza Aparecida Backes.

A mesma situação foi verificada na zona rural. Tanto Bela Vista como Oliveira Castro possuem capacidade para aumentar o efetivo. “A Aconchego Bebê, por exemplo, pode contratar o quanto o prédio possibilitar, não há problema. O maior problema é a falta de mão de obra especializada”, resume Solange Salino Marcato.

De acordo com o secretário de Indústria e Comércio, já houve um primeiro contato com o Senai para que em breve os cursos de qualificação sejam abertos para a população.

Fonte: Assessoria