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[dropcap color=”#1e73be”]E[/dropcap]m virtude do intenso trabalho realizado pela Secretaria de Saúde, Guaíra tem conseguido excelentes resultados no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela. Quem afirma é o Departamento de Vigilância em Saúde, responsável pelo monitoramento e controle do mosquito.

A intensificação das ações para prevenção das doenças iniciaram em dezembro de 2016 com o início do “Arrastão de Limpeza”, que terminou no início de fevereiro deste ano. Mesmo em época de transição de governo, o arrastão foi realizado com objetivo de eliminar o maior número possível de criadouros do mosquito, o que resultou em apenas 1 caso importado de dengue confirmado até agora.

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Para o médico veterinário e coordenador de Vigilância em Saúde, Julio Cesar Juvenal, esses resultados são históricos para esta época do ano, já que em muitos municípios há alta incidência de casos neste período. “Isso mostra a seriedade com que o assunto foi abordado pelos gestores e servidores nos últimos anos no município, porém a população deve continuar colaborando e mantendo seus quintais sem água parada”, salientou o coordenador.

Para intensificar as ações no combate ao mosquito estão sendo realizadas visitas após às 17h em residências em que não foram encontrados os moradores durante o horário comercial. Este trabalho de recuperação de imóveis fechados é importante para eliminação de possíveis focos do mosquito nestas residências. O coordenador informa que os agentes de endemias que estão realizando este trabalho em horários alternativos sempre estão uniformizados e portando crachá de identificação.

Esclarecimento sobre a febre amarela
No início deste ano de 2017, foram confirmados casos de febre amarela, inclusive com óbito, nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Esta doença tem como portador os primatas (macacos) e é transmitida aos seres humanos principalmente pelo mosquito Haemagogus sabthes em áreas de mata onde existem primatas contaminados pelo vírus da febre amarela.

“É importante ressaltar que a doença atinge também as populações de macacos, causando a morte destes animais. Desta forma, os macacos são animais sentinelas e quando são encontrados mortos ou doentes na natureza deve-se notificar a Vigilância Sanitária para que seja realizado um trabalho de bloqueio da disseminação da doença”, esclarece. “A maior preocupação das autoridades sanitárias é quando a febre amarela se alastra no meio urbano através da transmissão pelo mosquito aedes aegypti, causando desta forma um maior número de vítimas e dificultando o controle da doença”, adverte Julio.

No Município de Guaíra não foi registrado nenhum caso da doença, porém a cidade é considerada área de risco, pois está localizada em região de fronteira e próximo ao Parque Nacional de Ilha Grande, áreas de preservação da Itaipu Binacional e mata do quartel, onde são encontradas duas espécies de primatas, o Macaco-Prego (Cebus apella) e o Bugio-preto (Alouatta caraya).

Como não há histórico da doença na região e também nenhum relato de macaco morto ou doente por febre amarela, a população não precisa se aterrorizar. Entretanto, é importante que as pessoas que residem próximas a áreas de mata ou frequentem estas áreas se previnam realizando a vacinação, que é ofertada gratuitamente na Sala de Vacinas Central, localizada na Rua Professor Galvoso, nº 408, Centro.

Portal Guaíra via Assessoria